Cecilia e Gil por Woody

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Tenho muitas novidades de Ciça para contar. Ela já foi a vários eventos sociais e sua graça - e também sua gaiatice - tem sido bastante apreciada em Salvador. Ano que vem eu escrevo mais sobre estas férias e baixo as fotos.

O assunto deste post é a (re)descoberta de uma linda coincidência: um dos meus filmes favoritos, "A Rosa Púrpura do Cairo", tem a personagem principal, magistralmente interpretada por Mia Farrow, chamada Cecilia. Só isso já é lindo e digno de nota, pois Woody Allen é um dos meus diretores preferidos. Lendo mais a sinopse, descobri que o par dela no filme chama-se Gil (interpretado por Jeff Daniels). Engraçado isso, pois nem eu nem a mãe de Gil - que trabalha com cinema - tínhamos nos dado conta.

O que me rememorou tudo isso foi a leitura de um livro sobre Woody Allen. Estou me divertindo só de lembrar dos seus filmes (assisti a 99% deles). Espero que Ciça goste tanto deles quanto eu e o pai dela, que sempre os vemos juntos. Aliás, a nossa primeira ida ao cinema depois de seu nascimento foi para ver um filme de Woody Allen. Ela tinha apenas 1 mês e ficou com a minha grande amiga Renata Firpo e seu marido Márcio, pais de Marina e Davi.

O cara é genial e muito prolífico, faz um filme por ano. Eu e Bê decidimos rever todos eles. Nossa promessa para 2009, hehehe! E hoje eu começo a acreditar na humanidade: o vizinho pagodeiro está ouvindo The Doors! É neste este clima de renovação que eu, Ciça e Bê desejamos um 2009 com amor/humor para todos.

Dali de Salvador

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Ciça está de férias em Salvador há quase uma semana e eu não consegui baixar nenhuma foto dela aqui. Enquanto isso, conto um pouco do que ela tem feito na terrinha.

Pegada Caymmi
Ela está super empolgada com o mar. No primeiro paseio no calçadão de Vilas, ela falou: "Olha, mamãe, o mar. É bonito!". Depois disso, repetiu muitas vezes esta frase, até que eu lhe ensinei a música de Caymmi: "O mar quando quebra na praia é bonito, é bonito". E não é que ela cantou junto? Agora, quando vê o mar, mesmo que da janela do carro, lembra automaticamente da música.

Contando e pintando o 7
Sem querer, eu descobri hoje que ela já sabe contar até sete. Ela conta quando sobe ou desce os degraus de casa e, estimulada pelo vovô, conta as coisas que vê. Mas eu achava que ela só ia até três. Tô super atrasada...

Neologismo
Picada de muriçoca para Ciça virou picoca. Ela juntou duas palavras em uma. E mostra as picadas para todo mundo, falando "Olha a picoca".

Sotaque
A tia Guida lhe ensinou a falar "Ó paí, ó" com sotaque baiano. E agora ela só quer saber de repetir a frase. Tô louca para ver ela falando isso em São Paulo!

Outra de sotaque é que aqui ela tá falando baianês: em vez de falar que algo é do vovô ela fala que é de vovô. Pegou rápido o sotaque, hein? Ela reconhece de longe as camisas floridas e estampadas de vovô (marca registrada, diga-se de passagem) no varal...

Música que não sai da cabeça

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Tem uma música que não sai da cabeça de Ciça. Nem das nossas. Quando um de nós começa a cantar, o outro completa, numa sintonia total. Será que é porque a ouvimos pelo menos umas 3 vezes por dia? Ela está no DVD Clipes do Cocoricó 2 (melhor presente, ganhou do Gil). E é bem legal.

Alô, Hélio Ziskind, nosso ídolo, quando é que você vai voltar a fazer shows? Junto com o do Radiohead é o show mais esperado por mim em 2009. Juro!

Acampar
(Hélio Ziskind)

Có có có córó có có córó có...có có có córó có có córó
Acampar, ficar pertinho da terra
Có có có córó có có córó có
Acampar, botar o pé no rio e sentir o cheiro do mato
Olhar pro chão, encontrar formiga
Deixar o sol esquentar minha barriga

Có có có córó có có córó có
Acampar, tomar banho de cachoeira
E à noite tocar violão em volta da fogueira
Estrelas no céu, sapo na lagoa
Vagalume dançando, mariposa namorando
Junto com a fumaça da fogueira vai subindo pro céu
A nossa brincadeira
E quando bate o sono
Entrar na barraca, entrar no saco de dormir
E deitar as costas na terra.

Acampar, deitar pertinho da terra
Terra tão querida, onde dorme a semente, onde nasce a comida
Có có có córó có có córó cócó có có córó có có có ró

'Fecha a porta, mamãe'

terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Ciça tem se aproveitado do estado de enfermidade (cada vez menor, ainda bem!) para exercer ativamente o seu lado ditatorial.

Agora, ela nos dá pequenas ordens, diariamente, sempre num tom acima. As mais comuns são:

- Fecha a porta, mamãe!
- Senta aqui, mamãe (ela adora determinar onde cada um deve sentar)
- Qué boiaça! (quero bolacha)
- Qué mimi (quero dormir)
- Vem cá, papai
- Cadê você, papai? Vem cáááá (ela fala isso mesmo quando estamos ao lado dela)

E a palavra mais utilizada continua sendo NÃO. Pelo menos ela está bem falante e brincante durante a sua recuperação em casa. É, neste ano ela não volta mais para a escola, por ordens médicas.

No mural do hospital, havia várias fotos de crianças que passaram por lá. Em uma delas, havia um recado assinado (pela mãe, claro): "Fulano, o pequeno ditador". Na hora eu me acabei de rir. Depois olhei em volta e vi que eu também tenho uma pequena ditadora em casa. Temos tentado coibir, mas, com a doença, não conseguimos ser tão firmes quanto gostaríamos.

Xô, tosse!

domingo, 7 de dezembro de 2008
Dezembro chegou e nos pegou de surpresa com uma pneumonia. A tosse vinha de novembro, mas fomos ao médico no dia 27/11 e não havia nada alarmante. Depois de uma madrugada com febre alta, fomos ao Pronto Socorro no dia 1º/12, tiramos o raio-x e, sim, Ciça estava com pneumonia.

Quem a visse no domingo passado, dia anterior à descoberta, não podia imaginar. Almoçamos aqui em casa com Bel, Amauri (que ela chamou de tio Miau) e o dindo dela, Mimos, e ela ficou brincando a tarde toda de distribuir seus brinquedos e charminhos entre os tios, foi uma farra. À noite, porém, a febre aumentou.

Mal sabíamos que seriam muitas as noites com febre alta e, em uma delas, com alergia ao antibiótico (provavelmente ao corante). Era a primeira vez que ela tomava antibiótico na vida. Tivemos de trocar e, como o estado geral dela não estava muito bom, internar.

Passamos três noites no hospital. Apesar de uma internação nunca ser uma coisa muito boa, para a gente trouxe um certo alívio. Em casa, ela se recusava a tomar o remédio, não queria comer, estava sendo difícil cuidar dela, fora a alergia, que apareceu e foi aumentando muito rapidamente. No hospital, ela foi medicada, recebeu - além do nosso - o carinho da equipe e dos amigos que foram visitá-la.

Se no primeiro dia ela tinha medo de médico, enfermeira, fisioterapeuta e até das copeiras e moças da limpeza que se aproximavam, depois foi baixando a guarda e até sorria para eles. Hoje, na hora da alta, deu até um beijinho na doutora.

E, apesar de estar num hospital, ela fez amigos. Era impressionate como havia crianças com pneumonia lá. A doutora Cida, que não é nenhuma garota, disse que este foi o ano em que ela mais viu casos de bronquiolite e pneumonia. Tanto é que na Sala de Recreação do nosso andar todos, sem execeção, estavam com pneumonia. Foi lá que Ciça brincou e fez um amigo fofo, o Enzo. Hoje, na hora de ir embora, ela deu tchau para ele, que ainda vai ficar lá mais uns dias. Daqui a alguns dias ela vai dar tchau é para esta tosse chata.

Na foto, Ciça chupa dedo e assiste a um filme legal na TV. Ao fundo, as fitinhas de São Francisco do Canindé, que a madrinha trouxe do Ceará.
Related Posts with Thumbnails