

Eu sou louca por um filme chinês chamado "Banhos", daí por que resolvi colocar o título deste post assim, parafraseando Zhang Yang. Mas o motivo verdadeiro é que, desde que chegamos aqui, um dos melhores programas tem sido tomar banhos, de todos os tipos.
Começamos timidamente, com banhos de mangueira, banhos nos cachorros (que respingam sempre na gente e vira uma farra). Depois, resolvemos encher a pisicininha que temos em casa e tomamos banho de piscina (interrompido porque Chocolate, o cachorrinho fofinho da casa, se meteu a caçador e matou um passarinho na nossa frente, o que nos fez ter que recolher o cadáver). Ah, a vida [animal] como ela é...
Neste feriado, aproveitamos para ir conhecer as cachoeiras do DF. O mais legal de morar aqui - um amigo já tinha feito a propaganda antes de virmos, como forma de incentivo (valeu, Renato!) - é ter cachoeiras a poucos minutos (sim, eu disse minutos!) de casa. Escolhemos umas já recomendadas e pegamos a estrada. Um pouco de asfalto, mais um pouquinho de terra e, tchan, chegamos.
Mal descemos do carro, encontramos um amigo do Renato, que foi quem nos falou desta cachoeira. Fizemos uma trilha leve, tanto que, além da Ciça, havia muitas crianças e duas grávidas. As outras pessoas podem optar por trilhas moderada e pesada. Nós não, pois quem carregaria Ciça, não é mesmo? Mas, justiça seja feita, ela andou metade da trilha. Vimos quatro cachoeiras e tomamos banho em duas.
A água era gelada, mas Ciça estava tão empolgada que quis entrar mesmo assim. Na primeira, só Bernardo mergulhou. Eu entrei até a cintura e saí com a desculpa de que tinha que pegar Ciça (ela quis entrar, mas eu não deixei, porque era como deixá-la mergulhar no Alasca). Na segunda, havia uma parte rasa e fomos entrando aos poucos. Ela não quis mergulhar, mas bem que curtiu a água, o lugar, os peixinhos que nadavam ao nosso lado.
Depois disso, andou de pônei e ficou observando os bichinhos do lugar: de borboletas a pavões, de araras a galinhas d'Angola. E ainda fez amizade com uma menina de dez anos e nos deu alguns minutos de sossego. Ah, a natureza... [humana].
A decisão de passar o feriadão aqui foi acertada, pois, novatos que somos, tínhamos muito o que fazer e ver por aqui. Fomos à festa de 1 ano do Tito, filho de uma nova amiga baiana (e muito bacana) que é nossa vizinha aqui em Brasília, jantamos com outros amigos, aproveitamos a casa e ainda fomos conferir o FICI - Festival Internacional de Cinema Infantil, que já conhecíamos de São Paulo, no ano passado, e fomos ver o de Brasília. A fila estava enorme e graças a Clara e Anna Karina (super obrigada, meninas!), não precisamos enfrentá-la.
Vimos um filme alemão, sobre um urso que é louco pela Lua. Ciça adorou. Se no ano passado, ela fazia sua estreia nos cinemas, neste ano posso dizer que ela já estava bem íntima. Entre um FICI e outro, ela viu muitos filmes na telona. E já tem até uma postura de minicinéfila. Não pede para comer, fica quietinha na cadeira, nem fala... Já visualizo o dia em que a levarei para assistir a um filme chinês comigo, rá!
Essa foto que vc colocou é muito parecida com uma minha, quando eu era um pouco mais velha que Ciça! Não sei se vc já viu?
Adorei as farras brasilienses!!!
E o texto tá muito massa!!