Bravo! Bravo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Gente, tenho pavor de retrospectivas. Como já disse ontem no Facebook, elas me deixam cardíaca e melancólica (e ainda mais drummondiana - vai, Paloma, ser gauche na vida!). Por isso não tem retrospectiva da Ciça, está tudo neste blog, que faço com carinho, dia a dia, mês a mês, e é o maior legado escrito da primeira infância dela.

Desde que voltamos de Salvador estou com preguiça de tudo. O ano quase acabando e pouca coisa fazendo sentido, principalmente o trabalho. Ciça já tem noção de que está de férias e está feliz, curtindo a bicicleta que o Papai Noel, preguiçoso que é, prefereiu deixar em Brasília, para não levar mais peso para Salvador. Ela ainda morre de medo do Papai Noel e disse que não queria que ele fosse lá em casa, não. Depois que eu disse que ele só tinha ido deixar o presente e ido embora rapidinho, ela falou: "Ah, tá bom, então pode". E vibrou com a "biquiqueta", embora ainda esteja aprendendo a fazer curva e irritada porque ela não veio equipada com uma marcha a ré.

Se tem uma coisa que ela adquiriu este ano foi justamente uma maior consciência das coisas. E acompanhar isso é encantador. Ela fala tudo, pergunta tudo, quer entender tudo. Fala sobre todos os assuntos e cria suas próprias histórias, teorias, fantasias. Em Salvador, ela contava uma história para cada pessoa, que depois vinha me perguntar se era isso mesmo. Umas completamente inventadas (tipo "o tubalão me modeu na perna"), outras completamente verossímeis - "o neném derramou leite no meu vestido de pincesa e eu fiquei muito bava com ele" -, mas nem por isso reais.

Para encerrar o ano, posto estas fotos e um dos vídeos que a minha prima Guida fez (foi filmado de uma rede, com um toque caymmi) e me mandou (dela "lavando prato", conversando e falando "oxente") e deixo um recado para a Ciça ler quando crescer: Ciça, 2009 foi um ano ótimo para nós, cheio de mudanças positivas e de perspectivas que se estendem para os próximos anos. 2010 será ainda melhor: façamos com que seja. Te amo. Sempre e muito e tanto. Mamãe Paloma. [sim, às vezes ela me chama de mamãe Paloma]

Um 2010 fantástico para todos vocês. Façamos dele um ano valioso! E a moçada vai pedir bis.

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Saudade é bom

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Voltamos hoje do recesso de Natal. Aqui é assim, temos de escolher entre Natal ou Réveillon e ficamos com o Natal, principalmente por causa da Ciça, que merecia passar um Natal com a família expandida, que vê tão pouco. E foi bom, mas tão bom...

O reencontro com a vovó foi engraçado. Ao vê-la se aproximar, ela perguntou: "Vocês vão me deixar sozinha?" e começou a choramingar. É isso o que dá morar longe e aproveitar as visitas da avó para fazer tudo. Desta vez, não saímos para badalar, não deixamos Ciça com a avó e as duas puderam se curtir aliviadas, sem parecer que avó só serve para cuidar de neto e dar um respiro para os pais.

Ciça foi iniciada no mundo dos caranguejos. Se existe coisa melhor que caranguejo no mundo, ainda não me apresentaram, então eu achei que devia dar-lhe este prazer. Mas o medo da alergia falava mais alto. Até que, sem pensar muito, resolvi arriscar. E não é que ela gostou? Filha de peixe, ops, de baiana, é assim! O mais curioso foi que neste dia quem teve uma leve alergia foi Lucas, meu sobrinho de oito anos, que come caranguejo desde sempre. Vá entender. Por isso, mães e pais, só ofereçam crustáceos e frutos do mar aos filhos se estiverem perto de médicos e hospitais.

Ela se empolgou muito com o Natal, curtiu os tios e tias e primos (filhos de irmãos e primos). Brincou com a prima Letícia, de um ano e meio, com o primo Lucas, de oito, e sentiu o primo que está na barriga da minha cunhada. Aliás, ela conheceu finalmente o tio Daniel, que mora num país frio e distante e que vai ser pai deste bebezinho que chega em maio. Curtiu praia e piscina como programa casadinho, saía de um querendo entrar no outro.

Aprendeu a falar "oxente" com a tia Guida e repetiu várias vezes. Tia Guida sempre lança moda e elas se entrosam rapidinho. Foi assim desde a primeira visita, quando a Ciça ainda tinha um mês. Abusou dos músculos dos outros tios e tias, com brincadeiras acrobáticas e pedindo sempre mais ("de novo"), do jeito que ela gosta.

Ganhou, antes mesmo do Natal, roupa de princesa confeccionada pela vovó, com direito a coroa e cetro (este foi da tia Guida), o que me fez morrer de rir, porque se tem alguém que não liga a mínima para coisas cor-de-rosa e "de princesa" é a minha família, mas todo mundo embarcou na onda de princesa da Ciça e só nos restou relaxar e curtir. A piada da vez foi que a saia, que na verdade era um grande (enorme, ela errou a medida e teve de cortar muito) tutu de balé, parecia um mosquiteiro. Ciça, alheia às maledicências, amou a fantasia, é claro.

Dormiu em casas diferentes e acordava todos os dias perguntando por alguém, principalmente pelo vovô, por Lucas e pela tia Guida. Acho que era medo de que o sonho acabasse. A gente voltou de viagem, mas o sonho não acabou, Ciça, ele continua em 2010.

Férias, e agora?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Enquanto a maioria das pessoas pensa: "Enfim, férias!", eu penso: "Férias, e agora?". É, porque as férias da Ciça começaram hoje e eu - aquela que mudou de cidade, de Estado e de emprego mais de uma vez - não vou ter férias tão cedo. E, na vida adulta, janeiro é mês de trabalho (gente, isso é o fim, eu nasci no mês das férias e agora trabalho no meu aniversário, acho injusto). E, mesmo que tivesse direito a férias, provavelmente não as tiraria todas em janeiro, porque eu gosto de viajar quando as pessoas estão trabalhando e os aeroportos e lugares estão mais vazios.

Pois é, não gosto de muvuca, embora muitas vezes tenha de enfrentá-la, como farei para passar uns dias ao lado da minha família em Salvador. Quem mandou nascer na cidade que é destino turístico de tanta gente no final do ano? Muvuca nela!

Mas isso é o que menos me preocupa, essa muvuquinha já faz parte dos meus finais de ano e a Ciça já entrou na onda. O que me preocupa é mesmo o mês de janeiro: o que a Ciça vai fazer em Brasíia em janeiro? Poderia deixá-la em Salvador, mas as pessoas lá também trabalham (quem disse que baiano é preguiçoso?). A escola daqui não tem curso de férias como a de São Paulo tinha e ela é muito pequena para cursos avulsos. Ficar em casa com a empregada não me parece uma opção muito legal, mas, enquanto não tenho alternativa, vai ser o que vai rolar mesmo. Hoje as deixei brincando de motoca embaixo do prédio. Tem um parquinho na quadra, mas tem que atravessar a rua e eu sou meio neurótica com isso, mas acho que vou acabar cedendo.

Queria muito ter tempo para fazer uns passeios com ela, mudar um pouco de rotina, fazer as coisas que eu fazia nas minhas férias escolares quando era criança. Mas nós somos recém-chegados à cidade e não temos nem família nem muitos amigos aqui, para bolar brincadeiras em casa e outras folias. Acho que vou virar professora e tirar férias junto com ela...

E vocês, o que fazem quando só os filhos estão de férias? Dicas e sugestões são muito bem-vindas.

Sobre latitudes e sotaques

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Que criança pequena é uma esponja, todo mundo sabe. Não só de vocabulário, mas de formas e jeitos de falar, sem contar o sotaque.

Ontem, no clube, Ciça, que é bem falante e faz amizade facilmente com adultos (mais do que com crianças, porque com estas ela é tímida), foi considerada carioca por um senhor com quem ela conversa.

Eu falei que ela era paulista, mas ele insistiu: "Mas fala igual carioca: chocolátchi". Porque ela tinha dito que, depois do almoço, ia comer chocolate.

Bernardo falou (para mim, não para o senhor) que os paulistas também falam chocolátchi e que provavelmente só os curitibanos falem chocolaTE. Ele, como paulista, deve saber.

E eu fico pensando como esta coisa de sotaques é engraçada, pois é uma das poucas coisas que nós não podemos impor aos filhos, talvez nem influenciar. É uma coisa que vem muito mais da convivência com outras pessoas do que com os pais.

Quando morávamos em São Paulo, lembro de rir da Ciça falando um certo paulistês: "O que você está fazÊNDO?", ela perguntava, devidamente anasalada, imitando professora e colegas.

Aqui, a professora é mineira (e os colegas vêm de todos os cantos do Brasil, inclusive vários do Rio) e a Ciça está falando com os erres bem abertos, como eu, que sou baiana, falo também. Mas, quando fui dizer para Bernardo que agora ela falava igual a mim, ele retrucou: "Igual a você, nada, igual a Cris (a professora)". Ai, as sutilezas da linguagem...

Pelo fim da publicidade para crianças

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Hoje eu assinei este manifesto. Quem acredita nisso e quiser assinar o link é: http://publicidadeinfantilnao.org.br/

Tem um vídeo incrível lá ("Criança, a Alma do Negócio"), que todas as mães deveriam ver.

Parte do manifesto diz:
"Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.

A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce."

Como se diz no Twitter, quem curte?

Apoio completamente a campanha, como já falei aqui, aqui e aqui.

As muitas Ciças

Preguiciça
Eu ainda nem tenho uma adolescente em casa (falta muito, ufa!) e já tenho dificuldade para tirá-la da cama. A Ciça foi mordida pela mosca tsé-tsé na maternidade e é dorminhoca que só ela. Isso é bom, na maioria das vezes (principalmente porque ela dorme a noite inteira desde os dois meses de vida), mas a gente tem chegado sempre em cima da hora na escola e até hoje eu não posso marcar um almoço prolongado com os amigos à tarde porque ela tem que dormir - e fica insuportável se não tira a soneca. E de manhã é uma luta arrancá-la da cama, fazê-la tomar café ("meu quecau não se chama café"). Imagina quando ela for adolescente...

Cariciça
Além de dorminhoca, a Ciça é muito carinhosa. Deu para nos chamar de mamãezita e papaizito. Não sei de onde ela tirou isso (deve ter inventado), mas acho lindo, me derreto toda. Nos elogia sempre e nos beija quando fazemos algo que a agrade.

Neolociça
Adora um neologismo, desde que começou a falar - e é muito, mas muito galhofeira também. Teve uma época em que se autodenominava "picate", "pitique". Agora a palavra de ordem é "cabúdi". Às vezes significa que ela está brava com a gente e, para não nos chamar de bobos ou chatos (estou proibindo isso), ela nos chama de "cabúdi". Às vezes é usada em outros contextos.

Compreenciça
Só quando a gente tem filhos pequenos que a gente percebe a quantidade de expressões figurativas que a gente usa. Sábado, saindo do supermercado, sob forte chuva, eu comentei:
- Olha, o céu está abrindo.
- Abrindo, não, ele não tem mão!
Para ela, tem que ter mão para abrir alguma coisa. Faz sentido.

Negaticiça
Adora ser do contra, só para nos provocar:
- Eu te amo.
- Você te ama eu não!

Destruciça
Deu para chamar biquini de "pinique" e arrumou mais uma palavra na língua do I: "ituí"(destruir). "Pode ituí?" é a frase mais usada ultimamente, quando brincamos de modelar massinha.

A noite e o day after

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Após a queda da cama e o sangramento do nariz, a Ciça ficou dengosa, como eu já contei. Foi para a escola e a professora escreveu na agenda que ela passou a manhã bem dengosinha, mas que à tarde já nem lembrava mais do ocorrido. E não sangrou mais (ufa!). À noite, porém, encontramos uma menininha com a corda toda e os pais acabados.

Fui colocá-la para dormir às 20:15h, sob muita relutância - e a Ciça dizendo que ELA é que ia nos colocar para dormir. Não tinha forças para dissuadí-la, então foi o que acabou acontecendo mesmo. Eu e Bernardo deitamos na nossa cama e ela ficou no meio, fazendo carinho nos dois simultaneamente (delícia). E, folgada como só ela, quando queria alguma coisa que não estivesse no quarto, dizia: "Eu vou escolher um ajudante. É você, mamãe. Vai pegar a Mila na sala". Essa de escolher um ajudante ela importou da escola. E a Mila é uma boneca de pano que ela tem.

Eu, que já estava mais pra lá do que pra cá, nem me mexi e sobrou pro pai pegar a Mila. Ele aproveitou para escapulir do quarto (não queria dormir tão cedo, apesar do cansaço) e a Ciça ficou fazendo carinho em mim e na Mila. Eu dormi em cinco minutos e ela não. Depois dormiu, acordou, pediu água e finalmente foi levada pra cama pelo pai, já que eu havia me transformado num farrapo humano.

Hoje, sexta, acordamos cedo e fomos ao pediatra. Ele não deu muita importância ao episódio (acho que é muito comum, eu é que desconhecia o fato) e disse que eu fiz tudo certo, que ela está bem. Conversamos mais sobre o meu medo da meningite C, que está "bombando" na Bahia, para onde vamos no fim do ano. Ele disse que ela tomou todas as doses da vacina, está protegida (da importância de se manter a carteirinha de vacinação sempre em dia). Por precaução, nós devemos tomar também, mas a doença atinge mais crianças, porque precisa de troca de fluidos para pegar (e nós não pretendemos trocar fluidos com ninguém, hehehehe!).

No mais, Ciça está grande, com quase 1 metro de altura. Fico impressionada como alguém que nasceu com 47 centímetros (pequena, né?) pode já ter 97 cm aos 2 anos e 9 meses! E engordou também, está com 13,440 kg. Tá vendo? A gente relaxa e eles engordam. É isso.

Meninas, muito obrigada pelas palavras de apoio e dicas no post anterior, foram muito reconfortantes e úteis para nós.

Sangue no nariz

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Esta madrugada foi punk. Estava aquele silêncio contumaz até que ouvimos um estrondo seguido de um choro desesperado. Bernardo, que dorme mais perto da porta, deu um pulo e foi ver. Do quarto da Ciça, ele fala: "Ela caiu da cama". Fazia tempo que não acontecia, mas, como a cama é baixinha, não haveria de ser nada. Mas o choro continua.

Ele acende a luz e fala: "Tem sangue". Eu levanto correndo e, quando vejo, estão os dois no banheiro, ele com uma cor amarelo-esverdeada, ela vermelho-ensanguentada. Ele já estava meio enjoado de alguma comida que havia caído mal e, ao levantar bruscamente, a pressão deve ter caído (ele jura que não foi a visão do sangue), então estava quase caindo, quase vomitando, quase sei lá o que mais, porque eu só tinha olhos para ela. E eu, que sou a desesperada da casa, consegui friamente mandar ele pra cama e pegar ela no colo para limpar o nariz, que escorria sangue. Quis botar algodão com água gelada, ela não deixou. Também não deixou eu tocar no nariz, eu só limpava o que escorria. A esta altura, nossas roupas e peles já estavam esanguentadas também.

Não me perguntem como eu tive sangue frio (parece trocadilho infame, mas não é) para acalmá-la e deixá-la relaxar no meu colo. Bernardo, já quase recuperado, veio com um pijama limpo para ela, mas eu achei que o estresse de trocar de roupa não valia a pena naquele momento crítico. Ela voltou a dormir toda suja de sangue (lençóis inclusive). Fiquei na dúvida se deveria limpar mais o nariz, mas achei que devia respeitar o sono dela. E que, se fosse uma fratura, ela não dormiria tão rapidamente.

Depois que ela adormeceu, fui googlar sangue no nariz e descobri que era normal em crianças, em casos de tombos no local (ela caiu de cara no chão, tadinha) ou mesmo de ar seco (alô, Brasília!). Não ia ligar para o pediatra de madrugada e achei que não era o caso de corrermos para um pronto socorro (coisa que eu faria, se fosse 1 ano atrás). Depois, me surpreendi positivamente com a minha postura.

Hoje, ela acordou com o sangue meio empedrado, que já foi limpo, e meio dengosa. Quando vimos, o lábio estava inchado, embora não tenha sangrado. Levei na enfermaria da escola e me disseram que era normal, que ela só não deveria comer comidas muito quentes para não abrir mais os vasos. Por sorte, amanhã já temos consulta no pediatra.

É a segunda vez que ela cai da cama e sangra. Na primeira, cortou a bochecha num dos cantos do criado-mudo (que estava protegido, mas o silicone caiu), o que me fez trocar o criado-mudo por um pufe. Desta vez, me pareceu pior, porque eu nunca sangrei pelo nariz (nem quando pequena) e não sabia o que fazer, não tinha lido nada sobre o assunto, embora ache que fiz o correto (amanhã confirmo tudo com o médico). Cada vez mais confio na minha intuição.

Reflexões (dela) sobre a TV

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Pé na cabeça
Esta foto é a prova de por que eu acho que criança não deve assistir a comerciais de televisão - aberta ou fechada, pública ou privada, tudamesmam... (pelo menos aqui no Brasil). Ontem, eu liguei a televisão para ver SuperNanny e a esqueci ligada no GNT. Aí a Ciça chegou na sala e tem uma comercial em que a Patryssya Trawaços (hahaha!) fala que a Cynthya Ráuleti (hihihi!) coloca o pé na cabeça (tipo: ela é tão alternativa que coloca o pé na cabeça, ooohhh!). E aí a Ciça coloca também.

Tudo bem, foi uma coisa lúdica e a gente deu muita risada. Fora que a Ciça é uma contorcionista nata. Vai pro Circo ou para o Grupo Corpo. Mas imagina se elas estão fazendo alguma coisa nada a ver (que é o que acontece em 97,5% dos comerciais) e a Ciça vai e imita?

Mora na TV
Depois disso, ela pediu para ver o DVD do Pato. O Pato é, agora, um de seus cinco personagens preferidos.

Também não acho que ele seja, assim, um exemplo de comportamento (#NOT!). Muito pelo contrário, o Pato [Donald] é bem escrotinho, principalmente nos desenhos da década de 30 e 40, que são os que a gente assiste (na época em que o politicamente correto não existia). Mas é desenho animado - e muito bem feito, há de se reconhecer - e eu acho que assim é mais fácil as crianças diferenciarem o que é real do que não é.

E ontem tive a constatação disso, pois ela falou:

- Mamãe, o Pato não pode entrar aqui em casa.
- Por que, Ciça? (esperando ela dizer que é porque ele é malcriado ou coisa assim)
- Porque ele mora na televisão, junto com o Mickey e o cachorro [Pluto].

Fiquei feliz que ela já entenda isso. Assim como ela-bebê mora na fotografia (ver post abaixo), o Pato mora na televisão. Ela começa a ter noções de passado e presente, fantasia e realidade. Ainda é muito inicial, eu sei, mas é o começo do discernimento.
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