Maternidade: tótem e tabu

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Semana que vem a Ciça faz quatro anos e eu também farei aniversário: quatro anos de maternidade. E esta data é bem marcante para mim, pois sinto que ultrapassei um primeiro ciclo e estou começando outro, de mãe de duas (delícia!), de mãe mais informada e também mais intuitiva, porque uma coisa não elimina a outra, de mãe ainda mais consciente das minhas escolhas.

Tenho refletido mais do que nunca sobre a maternidade e sobre o que quero para as minhas meninas.

No meio deste turbilhão de reflexões (que não termina nunca), li o post da Camila sobre o que ela chama de bullying materno, quando umas mães atacam as outras por suas escolhas. Concordo que há mães que julgam as outras e se sentem superiores nos seus pontos de vista - e estas geralmente são identificadas como as radicais.

Mas, diferentemente do que muitas das que comentaram lá dizem, acho que esta categoria de mães existe dos dois lados, o das chamadas radicais e o das chamadas moderadas (basta ver alguns comentários lá, bem preconceituosos com mães que adotam a livre demanda ou usam fraldas de pano). Porque, verdade seja dita, há radicais dos dois lados, mas só algumas levam a fama. E a diferença é a tônica da maternidade, não a exceção, como já escrevi quando fui VIP lá no Astronauta.

E o que ela chama de imposições - tem que isso, tem que aquilo -, ao meu ver, vem mais da parte das chamadas moderadas do que das radicais. Não vejo ninguém impondo a livre demanda, por exemplo, mas vejo gente que impõe o leite artificial como sendo a fórmula mágica para se fazer um bebê dormir, engordar, ser feliz ou sei lá o que mais.

Então acho que a gente deve relativizar tudo isso, porque tá cheio de mães sugerindo coisas, é verdade, mas são poucas as que impõem seus pontos de vista como os únicos corretos. E mesmo os pontos de vistas devem ser relativizados, porque parte vem do achismo ou da tradição familiar de cada um, enquanto outra parte vem embasada por fontes mais confiáveis, como OMS e outras instituições idôneas.

Quando exponho o meu ponto de vista sobre a criação das minhas filhas, deixo claro que é o que penso ser melhor para ELAS e para a nossa família. O que EU penso (e, quando me baseio em fontes outras, faço questão de citá-las). Eu não tenho nada a ver com a família alheia e seria muito prepotente de minha parte tentar impôr a minha visão de mundo para outrem.

Minhas filhas convivem com filhos de mães que pensam de forma diametralmente oposta à minha (asim como eu tenho amigas bem diferentes) e não vejo problema nenhum nisso, ao contrário, acho que todos temos a ganhar.

Mas, ao mesmo tempo, não posso me violentar, negligenciar meus valores e princípios porque a maioria das mães faz o contrário. Um exemplo: sempre fui preocupada com a formação dos hábitos alimentares das minhas filhas. E muita gente me pergunta como eu consigo não dar pirulito ou coca-cola ou chiclete ou bala ou batata frita para a Ciça, se ela vê todos em volta comendo. É simples: da mesma forma que não lhe dou vinho e cerveja ou qualquer coisa que não seja adequada para crianças.

No caso das guloseimas, apenas lhe digo que nós (nossa família) não comemos estas coisas. E ela aceita, numa boa. Já me pediu, eu recusei. Não tenho problema em dizer não. Talvez mais para frente eu afrouxe esta regra (que é nossa, não é universal) e permita que ela coma ou beba algumas destas coisas, mas agora ainda acho cedo, acho que ela está numa fase de consolidação dos bons hábitos alimentares e não tem por que fazer algo só porque "todo mundo faz".

Quanto a julgar ou ser julgada, acho que isso também é bem relativo. Toda semana recebo comentários anônimos me julgando, me chamando de radical, de chata etc. No entanto, estou só compartilhando a minha experiência como mãe, que é singular (como todas as outras) e reflete a minha forma de pensar. Não quero que todas concordem comigo, mas fico feliz quando alguém diz que o post ou a conduta a levou a refletir.

Assim como, quando leio um blog, eu não acho que eu precise concordar com tudo o que a pessoa escreve, mas nem por isso vou deixar de lê-lo; compartilhar esta deliciosa experiência da maternidade, ler o que escrevem a respeito, tirar dúvidas, ver que as outras pessoas também têm dificuldades e passam pelos mesmos percalços já é suficiente para mim. Escrevo porque me faz bem, porque escrevendo sistematizo melhor as ideias e reflito sobre o tipo de mãe que eu sou e o que eu quero ser.

E, obviamente, não tento agradar a um ou outro com isso. Tento agradar, isso sim, à minha sede de aprendizagem, de querer criar bem as minhas filhas para o mundo e não só de deixar o mundo melhor para elas. Para mim, é um caminho de duas vias, de criá-las bem para que melhorem o mundo e de melhorar o mundo agora para que elas sejam bem criadas pelo meu exemplo, de quem exerce uma maternidade consciente e não se contenta com "o mesmo de sempre" quando se trata de amor, carinho, alimentação e educação.

Também não vou ficar me vitimizando - ou me sentindo julgada -, porque não tive meus partos ou porque não amamentei direito a minha primeira filha, já que na época me faltou apoio e informação correta. Sim, eu também fui vítima disso, mas corri atrás do que perdi, vi onde errei, onde eu podia melhorar e comecei a fazer diferente, não só com a Clarice, mas com a Ciça, que se beneficia cada dia mais das minhas mudanças.

Já me vitimizei, é verdade, e já superei esta fase. E a superação contou com uma imprescindível aliada: a informação de qualidade. Não aquela meia verdade, não é o "diz que", não é o que o médico que me chama de mãezinha acha. Esta informação, na imensa maioria das vezes, não vem de mão-beijada, não chega numa consulta médica de rotina, numa matéria de revista ou jornal nem nas palavras dos familiares.

Ela tem de ser buscada, checada, pesquisada, conquistada. Pois ela não vem ao nosso encontro, não se vende em farmácia nem nas melhores lojas do ramo. Mas pode ser encontrada - quem diria? - na internet, blogosfera inclusa.

As recomendações da OMS, do Ministério da Saúde e da Medicina Baseada em Evidências, assim como teses sérias (e não aquelas pesquisas feitas ou encomendadas pelas grandes corporações para "provar" que o bebê não precisa mais ser amamentado exlusivamente até os seis meses, por exemplo) sobre alimentação e saúde infantil estão hoje disponíveis na internet. Agora, dispondo de todo este arsenal, me diz: por que eu vou continuar acreditando em tudo o que me dizem se eu mesma posso ter acesso a esta informação, procurando, buscando, indo atrás?

Pois é, acho que a internet deu asas às mães que questionam, que não se conformam com explicações rasas ou com a falta delas. Porque agora nós temos como contrapor uma informação que antes a gente só suspeitava que era errada ou incompleta. E, quando a gente tem esta intuição, minha amiga, vale a pena ir atrás, porque geralmente é! Quem quer busca.

São os meios alternativos de comunicação que hoje derrubam ditadores, mitos e tabus.

Imagem da Etsy.

Leia mais: A Thaís, do Aprendiz de Mãe, escreveu um post ótimo sobre o mesmo tema aqui.

26 comentários:

  1. Lia disse...:

    Engraçado que muita gente se sente atacada pelas "xiitas" do parto normal. Mas não existe, até onde eu sei, nenhuma ong, associação ou instituição fundada por mulheres, mães, voluntárias, sem nenhum interesse econômico, em defesa da cesárea. E por quê? Porque não precisa. A cesariana não um direito a ser reinvindicado, porque está disponível para a maioria da população. Já o parto normal virou artigo de luxo, que você tem que brigar pra conseguir. Quem quer parir tem que militar, simplesmente porque não tem outro jeito (a não ser que a mulher faça parte de uma parcela reduzida e privilegiada da população feminina que é parideira nata e acaba sempre passando a perna nos médicos). Daí viramos chatas. Se o parto normal estivesse disponível pra quem quisesse, se os médicos fossem mais honestos e baseassem suas práticas em evidências científicas, pode ter certeza que eu ia jogar as pernas pra cima e esperar minha dpp escrevendo só sobre enxoval no meu blog.
    Mesma coisa sobre amamentação. Pediatra pra receitar NAN? Trocentos. Pediatra que apoie amamentação prolongada, amamentação durante a gestação, amamentação simultânea de dois filhos? Só conheço o meu.
    E fraldas de pano? Nunca na minha vida vi uma usuária de fraldas de pano criticar quem usa fraldas descartáveis. Inclusive nós usamos as descartáveis em algumas situações, como viagens. Por outro lado, cansei de ouvir que isso era coisa de gente retrógrada, que pra que ter esse trabalho, que "eu não ia dar conta".
    Enfim. Tudo tem dois lados (pelo menos). Eis o meu.

  1. Dione disse...:

    Paloma, esse assunto vai longe!! Brinquei com a Camila e repito aqui: daqui a pouco maternidade vai ser assunto polêmico assim como futebol, religião e política.
    Mas me assusta as ofensas que a gente vai lendo por aí. Ou quando resolvem linkar um blog, um álbum, uma lista de discussão para "exemplificar o absurdo". Isso que EU chamo de radicalismo. E de bullying.

  1. Thaís Rosa disse...:

    que sintonia, hein, nega!
    escrever sobre o mesmo assunto, no mesmo dia, e praticamente com as mesmas opiniões. Das belezas da blogosfera.
    Vou linkar seu post no meu também.
    e viva o respeito à diversidade e à diferença, né não?
    beijo grande!

  1. Camila disse...:

    Putz, o assunto rende, hein?! Vc é um excelente exemplo para mim, sabia? Tenho absoluta certeza de que somos muito, muito diferentes, mas te admiro horrores na criação das suas filhas, nas suas escolhas e opções, principalmente pelo seu jeito de expor o que pensa, pq escolhe tal coisa e como resolve levar a vida. Vindo de vc, parece certo, firme e muito bem pensado. Nada que seja imposto ou tido como regra, sabe? As opiniões a respeito da maternidade devem ser assim como vc faz, sensatas, centradas e sempre embasadas.
    Acho q é isso, adorei o post!
    Bjos,
    Camila
    http://mamaetaocupada.blogspot.com/

  1. Anne disse...:

    Sinto em meus dedos um comentário do tamanho de um post!
    Amei seu texto. E eu me identifico muito com você. Creio que a exposição de nossas idéias e opções de maternagem na internet abre também espaço para julgamentos. E por hora não me deixei balançar por nenhum, pois tenho bastante confiança nas decisões que tomo.
    Quando não tenho, abro espaço para discussão. O post sobre a crise na amamentação prolongada atingiu o maior númeri de comments até hoje. Por que eu pedi ajuda, e quis ouvir opiniões, sem necessariamente querer cumprir exatamente o que me sugeriram.
    O interessante foi que (dentro do assunto do bulling materno) existem sim as figuras que estão sempre preparadas para julgar as opções dos outros: mas invariavelmente é por que não estão confortáveis com as próprias decisões. Explico. Foi muito nítido: mesmo sem abrir a menor possibilidade de oferecer LA para o joaquim choveu comentário não só sugerindo, como fazendo uma defesa homérica das latinhas.
    Mas eu percebi que eram textos para elas mesmas: ninguém em sã consciência indica para outra mãe a introdução de LA (num cenário de amamentação bem sucedida, como a minha, moléstia à parte). é como a Lia falou, não tem nenhuma ONG do LA.
    Ainda assim, quem se sente culpada por ter utilizado com o filho, imprime essa "falsa necessidade" para outras mães.
    Mas eu juro que encaro isso como natural. Eu não me sinto nem agredida nem agressora, no que tange as opções da maternagem. Cada uma tem a sua.
    Claro está que se me perguntam a opinião, serei sempre clara e direta: acho sim LA um grande vilão. Acho sim que a experiência da cesária é um cocô perto do PN (eu fiz cesárea, agendada, assumo a culpa, a responsabilidade e não indico para ninguém, para apaziguar minha consciência)...
    Esse bulling todo veio de um fuá no twitter. As mãesdemerda (da linha mais orgânica, mamífera) julgando as dorianamae (que são as mais feministas, cesaristas, consumistas) - e vice e versa. Um show de acusações e dedos na cara.
    Entre as duas, (eu e @carolpassuelo conversando hoje) optamos por ser @realmae.
    Cada uma sabe onde aperta seu sapato. E temos um filho cada - para cada um cuidar do seu. Quando pedida a opinião, darei. Quando eu tiver dúvida, peço opinião. Mas tenho a cabeça bem boa para saber o que eu quero para meu filho.
    Amei o que a sofia (educar com carinho disse)
    Se dás os melhores legumes, porque não o melhor leite? Tang ou suco natural?
    bjo bjo desculpa te alugar, eu tenho refletido muito sobre esse conflito...
    bjo

  1. Paloma, excelente texto, o que só enriquece a discussão.

    Como disse lá no post da Camila, cada um sabe o que é melhor pra si e para seus filhos, não cabendo qualquer julgamento. Por caminhos diferentes (diga-se criação, modo de educar os filhos), todos vão crescer, fazer suas escolhas, assumir suas responsabilidades, e o que vai ficar mesmo é a essência daquilo que cada um tiver extraído da relação familiar (independente de ter nascido de parto normal ou não, se comeu ou não produtos orgânicos com exclusividade, se foi ou não mais cedo pra escola etc.).

    Como disse lá na Camila: "Sabe o que importa mesmo??? Serem criados com amor, com dedicação, sem stress, com simplicidade! Pois a vida é simples, as pessoas que complicam!!!".

    O que me chateia não é a diversidade de opiniões, o que pra mim é extremamente enriquecedor, mas a forma às vezes agressiva com que elas são colocadas (isso, sim, pra mim, é radicalismo). Falo em qualquer meio (na família, na escola etc.), e não necessariamente nos blogs, mesmo porque nunca me senti pessoalmente agredida ou julgada por quaisquer deles.

    E tem uma coisa, Paloma, que sempre me incomodou muito. A questão do parto humanizado. Em alguns momentos ela é colocada com tanto tecnicismo, que acaba ecoando, mesmo, como algo radical.

    Acredito que a “humanização” do parto não está necessariamente atrelada ao parto normal ou à não intervenção médica (seja em relação à parturiente, no tocante, p.ex. à analgesia, seja quanto ao bebê).

    Meu último parto, o de João, ocorreu numa sala especial para parto normal, não fiz analgesia, tive acompanhamento o tempo todo de minha médica, duas enfermeiras, meu marido e minha sogra, fiquei 7 horas em trabalho de parto (que foi induzido, porque não houve rompimento de bolsa, nem tive contrações naturais), fiz episiotomia, João mamou no meu peito logo após o nascimento e foi um momento extremamente mágico e especial. Será que não posso chamar isso de parto humanizado? Será que o fato de ter induzido o parto com ocitocina (porque queria muito ter normal), ter feito a episiotomia e ter tido meu filho no hospital (e não em casa), numa maca (e não em pé ou de cócoras), o parto deixou de ser humanizado? Creio que não, pois "humanizado" pra mim, é muito mais do que o significado que se tem atribuído a esse conceito: é ter liberdade de escolha, é parir com quem você ama do lado (meu marido foi uma "doula" incrível, com o perdão da comparação), é ter o direito de participar do processo, de acolher seu filho nos braços logo após o nascimento (e quem sabe dar o peito ali mesmo), independente do tipo de parto (e o “humanizado” pra mim, poderia englobar qualquer um), de ter havido ou não necessidade de analgesia ou de uma simples episiotomia e independente do local onde ocorreu (na maca de um hospital, em casa, numa banheira etc.).
    As intervenções, sendo necessárias, devem ocorrer, o que só torna o processo mais seguro e porque não mais tranqüilo. No final das contas, o que mais importa é que seu filho chegue com saúde, seja acolhido e muito amado.

    Para alguns, esse meu pensamento pode parecer ignorante (embora não o veja assim porque sei exatamente o que signica, nos estritos termos, o chamado parto humanizado), mas reflete aquilo em que acredito, a minha opinião.

    Desculpa o desabado, mas tudo isso foi só pra dizer que devemos respeitar sim as diferenças, levar em conta a relatividade das coisas, e, acima de tudo, assumir as nossas escolhas, mesmo porque muitas das consequências que trarão só serão sentidas lá na frente!

    Obrigada pelo belo texto e pela oportunidade de reflexão.


    Bjos!

    Ivana

  1. Posso ser preguiçosa e repetir o que escrevi para a Camila? Aí vai:

    "Oi, Camila, tudo bem?
    Adorei a discussão e acho de verdade muito saudável. Apesar de não concordar com tudo o que você escreveu. Explico, eu construí minha opinião ao longo da minha vida inteira. Estudei muito para saber o que era melhor ou não para a minha gestação. Quem me acompanha de perto sabe que aos poucos e entre tantos desabafos cheguei aonde queria. Lutei muito para chegar onde estou hoje. Sendo acompanhada por uma equipe humanizada, buscando a amamentação exclusiva, a livre demanda entre outras coisas (consideradas radicais pela blogosfera afora). Mas em nenhum momento me senti forçada a isso. Foi algo que surgiu naturalmente em minha vida. Tenho uma irmã super militante/xiita envolvida com a maternidade ativa. Ela EM NENHUM momento me forçou ou opinou em excesso sobre o que deveria fazer. Nem me mostrou caminhos nem nada. Deixou que eu trilhasse minha própria estrada e pronto. Considero muito essa atitude dela porque foi digna. Nunca senti isso de bulying materno, acho a expressão um tanto forte. Afinal há radicais de todos os lados. E o que existe realmente e eu considero muito bonito é a DIVERSIDADE. Se antes tínhamos as opiniões "enlatadas" sobre a maternidade, hoje existem outros caminhos. Uma busca bonita dessa mulherada pelo natural, pela força da mulher, pela maternidade vista de outro ângulo. Mas isso não significa que somos obrigados a seguir este caminho. Significa apenas que temos outras opções, e que devemos escolher a que melhor se ajusta à nossa vida. E seguir feliz com ela. Sem se sentir ameaçada ou forçada a nada. Foi isso que aconteceu comigo. Eu escrevi inclusive sobre a indústria do humanizado (porque senti que precisava desabafar) e muita gente me ajudou a encontrar um ponto de equilibrio. Nesse mesmo post citei sobre as cesáreas desnecessárias. E sobre algumas mulheres que simplesmente fogem do parto normal por medo da dor. E aceitam entrar na faca. Neste post eu quis expressar que não devemos acreditar nos médicos, temos que questionar porque cada vez mais eles impõem as regras e isso não é certo. Mas não julgo quem opta pela cesárea, apenas acho que devemos mudar esse caminho. E isso é indicação da OMS e não das xiitas. Esses dias mesmo fiquei tão feliz ao chegar no mercado e na parte de leite ter uma placa relativamente grande dizendo, "o ministerio da saúde adverte: O aleitamento materno evita infecções e alergias e deve ser mantido até a criança completar 2 anos de idade ou mais." e logo abaixo dizendo que a introdução de alimentos deve ser somente apos os 6 meses de idade! E acho que esse movimento considerado radical ajuda muito e instiga a mulherada e o Ministério da Saúde. Se não questionarmos as coisas continuarão como estão e seremos enganadas. Agora me diz, o que é pior, ser enganada por falta de informação ou se sentir pressionada e tentar mudar (TENDO A OPÇAO DE NAO MUDAR). Eu acho que a segunda é melhor, porque você saberá do que se trata e se sentirá livre para optar pelo que achar melhor, ao contrário de viver enganada com a omissão daqueles que se dizem médicos de verdade!
    É uma discussão infindável Camila. Não estou aqui para impor minha opinião nem nada, estou apenas para dizer que sou mais uma na multidão, normal e lutadora, não faço parte de listas nem sou uma mãe xiita nem nada. Apenas construí minha opinião ao longo dos anos, com estudo e muita leitura e escrevi tudo isso neste comentário porque acho que não deve existir radicalismo de nenhum lado e pelos comentários acima é o que vejo. Parabéns pelo debate. Beijos"

  1. ... disse...:

    Paloma, já tinha te visto na lista parto nosso quando vc relatou o parto da Clarice e olha, vou repetir o mesmo que disse pra Lia, teus posts tão arrebentando!
    Também sou de Brasília mas atualmente moro em MG, também sou mãe de uma menina de 5 meses e me chamo Aretha.
    O teu post sobre as escolas públicas me fez e está me fazendo refletir muito! Muito mesmo! Eu sempre pensei isso, de que as coisas só vão melhorar quando a classe média parar de ser acomodada e começar a cobrar mudanças, mas a sua atitude foi a primeira concreta que eu ví e olha, vou te dizer, você merece aplausos, pois foi louvável a sua decisão! Me inspira muito vir aqui e ler as tuas reflexões e é ótimo acompanhar o amadurecimento das tuas idéias (eu leio o blog desde um pouco antes da Clarice nascer).
    Estou aguardando ansiosa o post sobre as suas leituras!
    Parabéns mais uma vez pelas excelentes reflexões que vc propõe!

    beijocas,
    Aretha

  1. Avassaladora disse...:

    Esse assunto rende mesmo, e como!
    Mas como diz o meu marido, não importa o quê nós queremos ou planejamos, nossos filhos são seres com vontade e no fim das contas as coisas acontecem como eles precisam e desejam...hehehe
    Eu tive uma cesárea, porque não pude ter o parto normal, eu não amamentei o Gui exclusivamente sei lá porque, agora com a Ciça tudo tá bem melhor. E o importante, todos os dois, assim como os pimpolhos de vocês são saudáveis e felizes!!!!
    Beijos,

  1. Nave Mamãe disse...:

    Paloma,

    Mãe gestante também pode opinar?

    Tenho uma opinião teórica muito parecida com a tua, embora pra mim ainda falte a prova prática.
    Ainda não passei pelo parto e espero de coração que eu consiga ter meu sonhado PN! Percorri trilhões de obstetras até achar a minha, que me apóia, que valoriza a minha opinião. Acho que as mães "moderadas", como chamas, na realidade são as mais "radicais".

    Não posso generalizar, mas acredito que por culpa, que origina raiva e as fazem sair disparando suas metralhadoras cheias de magoas. Já ouvi de obstetra que "PN serve pra matar bebês" e de outras mães que "O Dr. Hollywood disse que a cada PN a vagina da mulher aumenta um dedo. Pra que se submeter a esta tortura? Estamos no século XXI!".

    Eu já briguei mais, já confrontei mais, agora deixo passar batido... Se alguém quer levar os conselhos do Dr. Hollywood em consideração nas escolhas em relação aos filhos que o faça.

    Penso que a Europa, principalmente os países Escandinavos, devem ter parado no tempo, no século passado! Eles e suas assustadoras percentagens de PN´s! O Brasil é que está certo! País do futuro...

  1. Paloma, também comentei no post da Camila, aliás me identifiquei muito com que ela disse. Nós já conversamos aqui em casa sobre isso e acho que já te disse o que penso.

    Não defendo a cesárea, mas também não condeno quem precisa ou apenas escolhe. Meu parto só poderia ser cesárea por conta da pressão alta, mas eu já tinha escolhido por ela muito antes disso acontecer. Preconceito com o parto normal? Não, apenas medo; só isso. E não foi por falta de apoio do médico não. Meu obstetra passou 7 meses tentando me convencer a fazer parto normal. Então não posso responsabilizar ninguém, fui eu que quis e siceramente? Não me arrependi. Pra mim deu certo. Mas não estou aqui defendendo qualquer tipo de parto.

    Nessas andanças por blogs já me deparei com muitos posts sobre o assunto e a maioria deles fala do doloroso pós da cesárea, que seu filho provavelmente será alérgico, da anestesia, da falta de humanização neste momento, do corte, enfim, muitas coisas. Aí é que eu questiono. Não senti dor nenhuma na cesárea e tenho conhecidas que tiveram um pós parto normal doloroso. Conheço muita criança alérgica que nasceu de parto normal e Carol, apesar de prematura e filha de um pai SUPER alérgico, até hj não apresentou NADA. A anestesia muitas vezes é dada no parto normal também. O corte quase sempre existe, ou episiotemia não é corte? E quanto a humanização, isso para mim independe do tipo de parto. Existem por aí partos normais super mecânicos e cesáreas super humanizadas, vide a sua.

    O que quero dizer com isso é que esses argumentos para mim são frágeis demais. Mas como não sou definitiva em nada na vida, se me apresentarem outros eu posso sim avaliar e mudar a minha postura; pq não?

    Quanto a amamentação, eu gostaria muito que a Carol tivesse ficado exclusivamente no peito por 6 meses, mas isso não foi possível; infelizmente. E eu fiz o que pude. Depois de 2 meses e pouco meu leite secou e fui no banco de leite do hospital que ela nasceu para pedir leite para a pequena e a informação que tive é que o leite daquele banco é apenas para as crianças internadas. Corri atrás de outro banco de leite onde fui muito bem atendida. Passei por uma avaliação e lá foi constatado que eu realmente não poderia mais amamentar pq o leite havia secado completamente. No dia seguinte a pequena começou a mamar em uma amiga que tinha sido mãe no mesmo mês. Dois meses depois ela começou a comer papinha. No total foram 4 meses de amamentação exclusiva.

    Não te acho radical, sobretudo no que diz respeito a alimentação das meninas. Eu também não sou permito certas coisas e Carol lida muito bem com isso. Não vejo problema dela comer uma bala de vez em quando, uma sobremesa. Mas não gosto e nem permito que seja sempre. Na sua casa ela nem tocou no pavê e depois devorou as bananas da fruteira...risos! em aniversários ela pode comer cupcakes e brigadeiros, mas ela está muito mais preocupada em brincar. Agora coca-cola está vetado para ela. Paulo não bebe, eu AMO, mas ela não pode. A a mesma regra das bebidas alcóolicas. Não pode e ponto.

    No Brasil saímos com um casal de amigos cujo a filha de 3 anos bebe e no restaurante eu pedi o suco da Carol. Elas ficaram lado a lado, cada uma com a sua bebida e felizes da vida. Isso não é sofrimento para a Carol; eu percebo isso.

    Ah, uma coisa que considero insuportável: Se vc não pariu não é mãe, pq a mãe nasce junto com o filho...Eu discordo. O instinto materno não nasce qdo parimos. ele está dentro de algumas mulheres, independe se são mães ou não, se passaram por parto normal ou cesárea, ou se apenas adotaram uma criança.

    Beijos!

  1. Hum, Paloma, complexo isso.
    Eu e vc temos práticas muito diferentes e considero que vc consegue implementar algo que não consigo, quero, mas não consigo.

    Ao contrário de me sentir julgada e ofendida fico extremamente feliz com os seus posts que me levam a refletir e a fazer pequenas mudanças no meu cotidiano. Lendo seus relatos aqui nunca me senti julgada ou agredida. Lendo seus comentários lá no blog muito menos.

    Você e Lia estão entre algumas mães que acompanho e que poderiam ser rotuladas de xiitas, mas vocês conseguem passar a mensagem de uma forma muito real e delicada. Sem ferir ou inferiorizar as mães que fazem diferente.

    Nem todas são como vocês e existem, sim, muitos blogs e comentários das "xiitas" que me tiram do sério. Mas as que mais me irritam, estão do lado das "moderadas". Porque tentam impor algo justamente porque fazem e não porque é melhor. São as donas das meias verdades, leram num livro, numa revista, em outro blog e fazem.

    São práticas que nem sempre envolvem decisão e racionalização (faço várias coisas assim!). Essas mães quando percebem que estão comentendo erros, ao invés de consertar, procuram justificar-se através destas imposições. E ainda atacam as mães contrárias.

    Me irrito muito com algumas coisas que leio em post redigidos por "moderadas". A mãe que me irritou na reunião da escola, por exemplo, é justamente uma destas consumistas que de maternidade só entendem do enxoval.

    Adoro essa sensação de "posso ser diferente" (das outras e do que sou) propiciada pela blogsfera. No convívio da "vida real" penso que tendemos a resistir mais aos pitacos do que aqui. Lemos quem gostamos, num tempo em que estamos com a mente aberta. Na "vida real" acabamos nos relacionando com mães muito parecidas e poucas vezes temos a oportunidade de entender e acompnhar o caminho da decisão diferente da nossa, como temos aqui.

    Triste de quem, lendo relatos como o seu, não consegue refletir sobre as próprias escolhas. Apesar de seu comportamento ser "radical" sinto nos seus post um extremo respeito pelo outro, por quem lê!

    Estou até preparando um post sobre como a blogsfera mudou minha forma de ser mãe.

    Beijoca

  1. Tathyana disse...:

    Paloma, radical vem de radix e que significa raiz. Ser radical em relação a maternidade é ir em busca de sua origem, sua raiz. Nesse sentido vc é radical. O que nada tem haver em ser xiita. Adoro essas discussões que fazem pensar, que promovem os debates. Isso só engrandece a maternidade e a nossa vida.

    Tenho tanta preguiça de gente que se acha melhor do que as outras porque fez um PN ou então uma cesárea. Cada um com as suas escolhas, com seus motivos. Temos muito acesso a informções, muito mais do que nossas avós tinham (ainda bem). Mas é preciso ter cautela ao ler uma "pesquisa" (até porque é necessário entender a pesquisa) e sair por aí ditando ou comprando as novidades do mercado. Mães são bombardeadas o tempo todo pela mídia e se não tivermos senso crítico compramos qualquer coisa que não tenha haver com a nossa realidade (inclusive a culpa).

  1. Lali disse...:

    Só complementando o que a Lia disse. A cesárea ou o PN podem ser um direito a ser revindicado, dependendo da condição financeira. A classe média brasileira não consegue ter um PN, pq os médicos de plano de saúde não se dispõem a fazê-lo pelo preço pago pelos convênios. Então, eles usam de seu poder para enganar as mães, usando argumentos para convencê-las a optar para cirurgia. Já na classe baixa o problema é oposto. Muitas mulheres se queixam de serem obrigadas a passar por um PN qdo o bebê e a mãe chegam a correr riscos. Nos hospitais públicos existe uma cota de cesáreas permitidas e eles fazem de tudo para não ultrapassar. Lá, os partos não cotumam ter anestesia e não é raro as mães serem humilhadas e maltratadas durante o longo processo. Acontece o chamado "parto Frankenstein" uma experiência traumatizante para muitas. Para esta parcela da população a luta é oposta. Elas invejam as mulheres "ricas" que possuem plano de saúde e podem fazer a cesárea marcada, sem dor e sem humilhações. Infelizmente, apenas uma pequena parcela da população, a classe alta (ou algumas de classe média que fazem um super esforço), consegue escolher o seu parto. Porque, é preciso dispor de uma quantia bem razoável para pagar, no particular, tudo o que é necessário para um parto humanizado. É uma indústria, que envolve salas de parto com banheira, doulas, ect... E como nada disso é coberto pelos seguros, pode-se imaginar o custo disso...

  1. Nine disse...:

    Paloma, vc tirou as palavras do meu teclado!

    Depois de ler o texto da Camila fiquei a refletir, pensei em escrever algo, mas na verdade fiquei com uma baita preguiça, sabe? Sempre vai ter alguém para se sentir ofendida.

    Eu já me senti assim no começo, quando comecei a ler o blog Mamíferas. Mas depois fui me informando, me conscientizando daqueles conhecimentos que seriam importantes para mim e os que não conseguiria e/ou não quereria para o meu estilo de vida.

    Muitas coisas gostaria de fazer diferente se pudesse voltar no tempo, outras faria exatamente igual, enfim, escolhas maternas que todas nós fazemos com consciência ou não.

    Acho que algumas pessoas se empolgam tanto com a temática que por vezes soam ofensivas em algumas colocações, principalmente para aquelas que vestem o chapéu. Eu mesma já me expressei assim num post da Ceila (Desabafo de Mãe)sobre meninas que usam maquiagem. Depois percebi que poderia ter expressado minha opinião de maneira menos ofensiva e ainda sim teria falado como penso.

    Não acho que a maioria das mulheres que falam apaixonadamente sobre um tema queiram na verdade ofender alguém, ainda que haja umas e outras que realmente se nutram de soberba por se acharem superiores, acho apenas que, movidas pela paixão, acabam escolhendo as palavras erradas.

    Depois que tive consciência das minhas escolhas e da minha falta de informação para lidar com determinados assuntos parei de me ofender quando falam de analgesia, episio, cesárea, livre demanda, cama compartilhada, aleitamento prolongado, e tudo o mais.

    Sei quais dessas coisas são importantes para mim e sei aquelas que, mesmo achando super legal e achar o máximo as pessoas que conseguem, não caberiam no meu estilo de vida (fraldas de pano é uma das coisas que, apesar de entender todo o conceito que o uso envolve, não poderia/quereria adotar no meu dia a dia).

    A única coisa que eu sempre digo é que vc pode fazer as suas escolhas, mas tente fazer de maneira consciente e não se vitimizando, como vc disse, com palavras e frases chavão para justificar algo. É muito comum ouvirmos que alguém queria parto normal, mas não "teve dilatação", ou "não entrou em TP", e usa isso como desculpa para a cesárea eletiva. Se vc tem medo da dor, do parto, assuma, diga que não é para vc, mas não use desculpas.

    Com a amamentação a mesma coisa. Vimos tantas mães (vc mesma) na saga pelo aleitamento, se esforçando, não se vitimizando, não usando desculpas e raras são aquelas que realmente assumem que amamentar não é para elas, não cabe na sua maneira de maternar.

    Agora, para essas mães que se assumem, acho que poderiam chover menos acusações sim. Melhor uma mãe que fez cesárea eletiva, não amamentou, usou o método de deixar chorar, ou regulou os horários das mamadas (como a própria Camila) e se sente confiante nas escolhas que fez, do que aquela que faz as coisas de mau grado, quase que por imposição das outras mamíferas. Isso sim eu acho ruim.

    Temos livre arbítreo, sempre. E não existe apenas um caminho, um certo. Existem sim nuances diferenciadas sobre o mesmo tema. O mundo não é monocromático, mas vc pode escolher aquela cor que mais te agrada, o que não significa que todas as outras não deveriam existir, não é mesmo?

    Beijos,
    Nine

    PS: Acho que acabou saindo um post, afinal, rsrsrsrs

  1. Adorei o post! Outro dia, na praia, voeei no pescoço de uma mãe que tentou dar coca-cola pro Theo (o filhinho dela tava brincando com ele. o menino mal tinha dente e já estava bebendo coca. Foi meio bafão, meu marido me apoiou, mas rolou de rir. As pessoas em volta arregalaram os olhos. Quem é a louca? Eu que dou bafão no meio da praia ou a outra que dá coca pro menino de 2 anos (se muito!)? A verdade é que não importa - eu vou proibir o Theo de tomar coca até quando eu quiser ou puder. E dane-se quem quiser olhar torto.
    Mas acho legal falar que o contrário também existe: mães xiitas, que nao admitem nada além de parto natural, amamentar por 1 ano e medicina natural.

    Me senti meio mal ao receber olhares tortos quando eu contei que o theo nasceu de cesárea. A outra mãe nem sabia os detalhes e já veio com aquele olhar "você-não-tentou-o-suficiente, sua fraca".

    Falei lá no blog da Thais que vou achar aqui uma matéria sb o número (alarmante) de mães que mentem sb os cuidados com o filho pra nao se sentirem diminuídas. Sério, só faltava essa - além das 956 mil coisas que temos de fazer diariamente, agora vamos ter que mentir tb sb o que a gente faz de certo e (claro) de errado tb?!

    Acho que mães podem ser melhores do que isso!

  1. Mãe de Duas disse...:

    Achei fantástico a Camila ter aberto a discussão. Pessoas como ela, você e a Thaís (pra ficar só nas que você citou no post) cheias de opinião e com o dom de acertar o tom ao escreve-las merecem os parabéns por não terem medo em continuar debatendo sem perder a civilidade.

    No mais, a última frase "São os meios alternativos de comunicação que hoje derrubam ditadores, mitos e tabus" resume bastante tudo isso. Acredito que essa blogosfera materna, que cresce alucinadamente, é uma fonte de informações infinitamente mais rica do que essas "enlatadas", como alguém aí em cima mencionou. Nos faz pensar, conversar, rever conceitos e se for o caso, mudar.

    Fico feliz de ter te descoberto e ter o prazer de te ler.

    Um beijo

    Priscilla

  1. Carolina Pombo disse...:

    É difícil sair da zona de conforto... e quando a gente decide pesquisar e melhorar como mãe tem que se confrontar com valores tradicionais e atitudes "automáticas", que aprendemos sem refletir. Mas, ser uma mãe consciente inclui também tolerância e respeito às diferenças! Grande beijo e parabéns pelos quatro anos!!!

  1. Paloma,

    Vc escreve de forma doce e direta. Não te acho redical de maneira nenhuma.
    O que quero dizer, é que mesmo vc tendo suas próprias convicções na hora de educar suas filhas, não vejo seu tom como impositório.
    Muitos guias que tratam de parto e aleitamente materno por ai são super radicais e fazem com que as mães que optem por algo diferente se sintam "menos mães" ou "incapazes".
    Acho isso triste. Deixem que cada pessoa decida por si. O que é melhor para sua família. Sem imposição!

  1. Sarah disse...:

    Adorei o post. Li também o da Camila e o da Thaís, blogueiras que acompanho e sempre comento.
    Não acho vc radical pelo simples fato de não haver imposição no que vc acredita. Vc tem suas convicções e as aplica em sua casa, daí vem aqui no blog e conta pra gente. Isso não é radicalismo, é compartilhar! Até porque vc conta o que deu certo e também o que não deu, como no caso da amamentação da Ciça. Seria muito mais fácil florear e coisa e contar apenas o lado bom.
    Eu, por ex, sou chata mesmo com a alimentação do Bento. Não dou e não gosto que dêem doces e refrigerantes a ele. Isso é ser xiita ou estou criando um hábito saudável, já que é sabido que nosso hábito alimentar é criado nos primeiros anos de vida?
    E a verdade é que só quem poderá nos julgar efetivamente se somos ou não boas mães são nossos filhos. Apesar que, para eles, somos sempre as melhores mães do mundo... pelo simples fato de sermos a maior e primeira base que eles têm. Sendo radical, moderada ou relaxada, sou a mãe que posso ser.
    um beijo!

  1. Evie disse...:

    Seu post tá bombando, amiga! Os coments tão ótimos tb. Concordo demais com você e com muitas das meninas. Só que eu acho que não há nada de mais em julgar determinadas condutas - o julgamento faz parte da maternidade consciente. Por exemplo, eu julgo que dar coca-cola é ruim, por isso não dou ao meu filho. É o que me cabe, já que não posso, não devo, não quero interferir na educaçao do filho de ninguém. Se alguém achar que não é o caminho, que estou sendo radical, tudo bem, vale o debate!

  1. Anônimo disse...:

    Vc esta certa crianças aprendem a comer guloseimas porque maes dão.

  1. Anônimo disse...:

    Vc esta certa crianças aprendem a comer guloseimas porque maes dão.

  1. Paty disse...:

    Paloma, eu semper visito mas pouco comento por aqui. E apesar de nao concordar com algumas de suas escolhas eu respeito MUITO e ja inclusive recomendei que algumas amigas minhas gravidas lessem seu blog. Por que? Pois eu acho importante a informação e a tomada de decisão baseada. E e por isto que eu te admiro. NAo tenho coragem de parto natural, nao condeno e nem levanto a bandeira - fui uma das q ficou 20h em trabalho de parto e terminou em cesárea...
    Como voce disse, a diversidade e importante, e a informação esta ai. Sei que você acaba sendo julgada, e ja pensou em fechar o blog. OBRIGADA por mante lo aberto e continuar com ele. Aprendo muito, mesmo que acabe tomando decisões diferentes. mas sao conscientes !
    Beijos e bom final de semana

  1. cadeteresa disse...:

    Paloma,
    resumidamente, bem resumidamente, assino embaixo do que você disse.
    bjs

  1. Tainá disse...:

    Muito bom e oportuno o seu post, isso porque nos últimos dias tenho conversado aqui e ali com outras mães de bebês (meu filho está com 6 meses), e visto muuuita coisa que não concordo, mas repito para mim mesma e inclusive em voz alta que cada mãe tem o seu jeito, e não existe certo nem errado, apenas jeitos diferentes... no entanto, isso é só uma forma de evitar conflitos, porque na verdade, muito do que discordo vai contra essas orientações embasadas (OMS por exemplo), e o que vejo são mães tentando a qualquer custo diminuir o trabalho que é ter um filho, é muito triste ver como ao tentar facilitar suas vidas, essas mães comprometem a educação e formação de seres humanos, e invertem valores ao se dedicar a um consumismo absurdo... enfim, concordo e muito com você!

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