Por mais que não sejamos extremamente consumistas, a Ciça (e agora a Clarice) tem pilhas e pilhas de brinquedos, utensílios e acessórios. E volta e meia me pego sem espaço para eles. Atualmente, eles estão espalhados por cinco (!) cômodos diferentes. É claro que eu sempre separo os que estão em desuso para doar, mas agora estou esperando passar o aniversário para fazer isso.Daí que, quando começou a ver trelevisão em casa (durante as férias, agora voltou aos DVDs), ela começou a pedir uma tal boneca que fala e anda. Claro que estava falando da boneca anunciada sem trégua em todos os intervalos comerciais daquele canal infantil. Bernardo, que odeia este tipo de coisa ainda mais que eu, falou logo:
- Você não vai ganhar nada que passa na televisão, ok?
Ela fez mais algumas poucas tentativas e parou. Daí hoje, do nada, voltou com tudo:
- Mamãe, eu posso ganhar aquela boneca que fala e anda, a barbie sei lá o que e este brinquedo aqui (apontando para um anúncio de um briquedo para bebês em uma revista)?
Nestas horas, juro, tenho vontade de pegar as crias, uma mala e mudar para a URSS ou o país comunista mais distante. Ãh, acabou a URSS? A China comunista já era? Então, qual o horário do próximo voo para Pyongyang?
É cruel, né? Uma covardia com esses pequenos, massacrados por apelos que contestam a felicidade deles. Eu era feliz, até ver aquele anúncio...
Por via das dúvidas, lá em casa também não tem revista (por enquanto. Um dia a Mônica chega).