Cali e a lua de leite
Aos 11 meses, Clarice tem mamado tanto (de dia e de noite) que o meu peito voltou a vazar igual quando ela tinha uns 4 meses (não é tanto quanto nos 3 primeiros, mas vaza). E continua acordando muito à noite. Nem conto mais, para não me desesperar.
A pediatra sugeriu a leitura do livro "Soluções para Noites Sem Choro", de Elizabeth Pantley. Estou lendo e gostando muito, pois as estratégias por ela adotadas são extremamente flexíveis, se adaptam a cada criança e cada família e, principalmente, não incluem deixar chorando no berço.
Mas eu tenho consciência de que só dará para colocar em prática quando o pai voltar. Agora eu ando cansada demais até para adotar estratégias. Ela chora, eu dou o peito e pronto. Quando eu tento acalmá-la de outra forma, é um berreiro em plena madrugada gelada. Até brinquei com a Pat que, quando vaza de madrugada, ela toma leitinho on the rocks.
E junta com o fator seca, ou seja, acho que ela pode sentir mais sede mesmo, então não sobra nenhuma coragem de interromper este ciclo agora. E eu nem estou certa de que quero tentar o desmame noturno, eu só gostaria que ela acordasse menos.
Se voltasse a acordar só uma ou duas vezes como antes para mim já estava bom. Mas se quiser dormir a noite toda como antes (ela dormiu a noite toda dos 2 aos 6 meses!) tá ótimo também, viu, filha? Quando o marido voltar e colocarmos a estratégia em prática, eu conto se deu certo. Torçam por nós!
Como a Ciça nunca deu trabalho para dormir (ao contrário, quando RN o trabalho era acordá-la para mamar) e emendou 12 horas seguidas aos 2 meses sem que eu tivesse feito nada, eu me sinto mãe de primeira viagem no quesito sono.
***
Ciça e as explosões
Como já contei aqui, a Ciça andou bem ciumenta com a irmã. O ciúme explodiu a ponto de ela bater, empurrar e derrubar a irmã, no maior estilo "sem querer querendo". E eu explodia junto, pois não estava sabendo lidar com esta situação.
Antes mesmo de o Bernardo viajar, já tínhamos decidido procurar uma terapeuta familiar para abordar isso, Pensávamos em ir nós três. Mas veio a história da viagem, os preparativos, a tensão e deixamos para depois. Até que eu decidi começar logo. Peguei uma indicação com a Tathy e foi a melhor coisa que fiz.
Bastou apenas uma sessão para a Ciça mudar da água para o vinho, foi incrível. Parecia mágica, mas depois eu vi que, durante a minha busca por uma solução, o processo já estava rolando forte dentro dela também. No final, ela foi somente a duas sessões: uma comigo e outra sozinha com a psicóloga (eu fiquei na sala de espera, morrendo de curiosidade, admito). E eu fui a outras três.
Agora ela está numa fase ótima com a irmã. Continua demonstrando ciúmes em situações específicas, mas não bate mais e isso (o ciúme) deixou de ser um problema. A gente não ignora nem a repreende por isso, a gente conversa sobre ele e deixa passar.
E, no meio disso tudo, talvez percebendo a minha dificuldade em lidar com tanta coisa ao mesmo tempo, a Ciça resolveu parar de criar caso para fazer coisas rotineiras (banho, escovar os dentes) e tem sido super companheira. Como disse no último post, até me ajuda com a Clarice sem ser requisitada.
Que bom, mais uma vez porque já te falei isso, que deu certo com a psi. As vezes a gente precisa que alguém de fora nos dê uns toques para as coisas entrarem nos eixos. E com a Cali, como vc é super tranquila, vai tirar de letra a readaptação do sono noturno. Bjsssssssss