São Paulo com crianças e bebês - parte III

quinta-feira, 10 de novembro de 2011
As meninas aprontaram e se divertiram bastante nos hotéis, até que não fizeram muita bagunça (tirando o fato de Cali ter jogado meu sapato no lixo, foi tudo ok), se sentiram realmente em casa



Pãozinho delícia é o que há


As duas fizeram aula de música com a Sandra (Oak), primeira professora de música da Ciça. Ela é grande responsável, junto com a gente, é claro, por despertar a musicalidade na Ciça.


Este post é assim: inicialmente falaria de comida e compras, mas aí lembrei que tinha de falar de música e literatura, hospedagem também, e acabei falando de tudo um pouco. No final, tem uma listinha de lugares que eu gosto (ou gostava, quando morava lá), com comentários rápidos, pois já tá ficando grande demais.

Amanhã tem um post só com dicas para viagens com bebês e crianças, já que muitas vezes eu viajo ou passo boa parte do tempo sozinha com elas. Viajo sozinha com a Ciça desde que ela tem 1 ano. E com a Cali desde os 3 meses, eu sozinha com as duas. Enfim, amanhã volto para falar sobre isso, que agora é hora de... mangiare!

***
Comida

A maioria dos restaurantes é child friendly, pelo menos na hora do almoço. O Chácara Santa Cecília talvez seja dos mais, entre os que eu conheço, por ter uma área verde muito agradável e atividades específicas para crianças. Nesta linha mais verdejante, porém já fora do perímetro urbano, temos o restaurante O Velhão, em Mairiporã. Meio longe para um turista ir, mas, se tiver um amigo que se disponha a ser guia local, é uma boa, para ver que, tão pertinho do caos urbano, há muito verde e clima serrano.

Quando eu trabalhava na Barra Funda (no Memorial da América Latina, que é outro lugar para ser visitado com crianças), ia almoçar lá de vez em quando e não perdíamos muito tempo no percurso. Menos do que se fôssemos almoçar na Zona Sul, por exemplo.

Aliás, para não dizer que não falei do Memorial, preciso dizer que a Ciça praticamente foi criada lá, correu muito pelo concretão de Niemayer (treinamento para Brasília?) e, apesar de não termos voltado lá recentemente, ela indicaria engatinhar (ou andar, para os que já dominam a arte) sobre a maquete da América Latina que fica no Pavilhão da Criatividade, o melhor espaço para crianças, pois tem representações de artesanatos e arte de vários países do nosso continente. Fica ao lado do metrô (e estação de trem) Barra Funda e pertinho do Parque da Água Branca, que será citado abaixo.

Mas estamos falando de comida e quase todos os restaurantes da cidade têm ao menos um cadeirão e um giz de cera a oferecer. Para não passar por apertos, sugiro que você mesma ande com giz de cera, papel e um livrinho na bolsa. Aparelhos eletrônicos, para os que curtem, são benvindos também, por conterem filmes, joguinhos e outros aplicativos para os pequenos.

O que eu mais gosto de são Paulo é a variedade gastronômica. Tem quem ache caro (mas esta pessoa certamente não mora em Brasília), mas garanto que tem para todos os bolsos e gostos. Tem comida italiana, japonesa, nordestina, nortista, indiana, árabe, judaica, grega, marroquina, mongol, turca... enfim, boas opções em todas as partes da cidade. E eu morro de saudade disso, de poder comer comidas típicas em pequenos e bons restaurantes, alguns até meio escondidos em ruas cheias de comércio, mas que guardam surpresas inacreditáveis. São Paulo é cheia destas surpresas e sempre dá para encontrar algo que agrade ao paladar infantil no meio desta diversidade.

Desta vez, após sairmos do Zoo Safári, por exemplo, fomos almoçar numa cantina tradicionalíssima italiana. Quem pensou no Bexiga, famoso e tradicional bairro italiano, errou. Era no Cambuci, quase Aclimação. A cantina (tratoria/ restaurante, nunca sei a diferença, não sou letrada em italiano) tem preços razoáveis, comida ótima, com massa super caseira e aqueles cantores italianos. Cali ficava imitando o tenor, era muito engraçado, mas bastou ele vir para a nossa mesa, com aquele vozeirão, que ela quase pulou do cadeirão em cima de mim, morrendo de medo. Isso porque ele estava cantando "Volare".

Enquanto o tenor e sua banda entoavam "O Sole Mio" na mesa dos outros, ela se acabava na imitação palhacenta, mas bastou eles chegarem perto, que para ela volare em cima de mim! A propósito, a cantina se chama 1020.

Não é para puxar o saco dos imigrantes de São Paulo não, mas já vi muita gente dizer que a comida japonesa de lá é melhor que a do Japão, assim como a italiana, melhor que a da Itália. Deve ser o tempero brasileiro. Ou bairrismo mesmo, vai saber.

Aos sábados de manhã, eu costumava frequentar a feira de orgânicos do Parque da Água Branca, levava a Ciça para brincar lá, ver os patos, pavões e outros bichinhos. Tomávamos um delicioso café da manhã (bem natural) ao lado da própria feira e depois seguíamos passeando pelo parque. Volta e meia almoçávamos nos restaurantes dos arredores, em Perdizes. O Parque é acessível pelo metrô Barra Funda.

Enfim, eu gostava de morar lá e frequentar restaurantes de comidas diversas ou pelo menos saber que eles existiam (sim, eu sou daquelas que fica feliz em ter opções, mesmo que não precise tanto delas para viver). Em que outro lugar, que não em São Paulo, eu poderia provar comida mongol? Fora as já citadas padarias, que em São Paulo oferecem uma gama de serviços e refeições e quitutes que só mesmo nesta cidade.

[O que eu não consigo entender é como alguém vai à lanchonete do palhaço ou às similares numa cidade com tantas padarias fantásticas e tanta diversidade gastronômica.]

Compras (de coisas para bebês e crianças)

Uma das coisas que me faz gostar mais de São Paulo do que de qualquer outra cidade brasileira é que lá tem de tudo, o caro e o barato, sem que isso signifique necessariamente queda de qualidade.

Para comprar coisinhas para bebês e crianças, sugiro fortemente a Alô Bebê, que tem uma loja em Pinheiros e outra na Av. Sumaré (Perdizes). Não que seja super barata, não mesmo, mas lá tem tudo, sabe? Você não precisa ficar dando voltas, lá você encontra tudo de marcas nacionais e importadas, vale muito a pena. Não sei em outras cidades, pois embora conheça quase todas as capitais brasileiras, nunca saí em busca de lojas de crianças, mas posso afirmar com certeza que em Brasília e em Salvador não há nada parecido.

Quase em frente à Alô Bebê, na Sumaré, havia outra loja, a Ecobaby, mas desta vez eu nem reparei se ela ainda existia. Ao lado da Ecobaby, havia mais outra, cujo nome não me lembro, especializada em carrinhos importados e baratos.

Quem tem grana para gastar e quer coisas diferentes das encontradas em shoppings, sugiro fortemente que dê uma volta pelas lojinhas de rua da Vila Madalena. Lá tem coisas lindas, mudernas, descoladas, fofíssimas, desestereotipadas, artesanais... e caras! Ah, e tem alguns brechós também. Eu adoro um brechozinho... O problema da Vila é que é difícil andar a pé por lá com bebês e crianças. Carrinho nem pensar, as ladeiras são das mais íngrimes da cidade, as calçadas são ruins e têm muito desnível. Invista num sling, amiga, ou faça sua cria andar.

Para quem quer comprar muito e gastar pouco, tem o comércio de rua 25 de Março (fica no metrô São Bento, linha azul), mas eu não sou nenhuma expert na região e não sei dar grandes dicas. Só ia para comprar coisas para festas de aniversário e fantasias, quase sempre na Camicado e em outras lojas cujos nomes nem lembro mais.

No Brás, você pode andar pelas ruas Oriente e Maria Marcolina, para comprar roupas baratas para crianças. Tem um site com nomes e endereços das lojas, aqui. Já na rua Vautier você encontra brinquedos, inclusive tradicionais e de madeira, por preços infinitamente menores que nas grandes lojas.

Atenção: as lojas boas do Brás ficam longe da estação do metrô. Você pode ir a pé do metrô Brás numa boa, mas não caia na tentação de entrar nas primeiras lojas que avistar (você vai ser muito abordado pelos vendedores, mas estas são as piores lojas). As boas lojas ficam nestas ruas citadas e em outras mais no meio do Brás, distantes do metrô, e não têm vendedores abordando gente na rua, em geral.

Na região da Zepa (nome carinhoso para a rua José Paulino, que fica ao lado da Estação da Luz), nas ruas paralelas e do entorno, tem muitas ruas com lojas ainda mais legais e baratas que as da famosa José Paulino. A Ribeiro de Lima e outras. Tem restaurantes árabes e judaicos deliciosos, eu ia para comer, aproveitando o horário de almoço do meu trabalho, e acabava comprando alguma coisinha.

Tem roupas Hering e Pucket por preços bem abaixos da média, tem roupas que são confeccionadas para as grandes lojas, mas que são vendidas pelas pequenas a preço de atacado. O problema é o trabalho escravo, pois você nunca sabe ao certo quem fabricou o quê, mas este risco você corre comprando na Zara, na Cori e na Farm, então nem sei o que dizer, pois boicote para compras parece não existir no Brasil. E ainda há quem se queixe que a economia vai mal...

A vantagem da Zepa e do Bom Retiro em geral é que é perto da Estação da Luz (de metrô e trem) e você pode ir antes ou depois de uma visita à Pinacoteca ou ao Museu da Língua Portuguesa. Mas eu não gosto de levar crianças para fazer compras em ruas movimentadas, cheio de sacoleiros, então não sei como iria, se estivesse numa viagem de compras (acho que por isso opto pela Alô Bebê, brechós e roupas e outros itens herdados de filhos de amigos, hehe).

Se você estiver numa viagem em família, sugiro deixar a criança e o pai no Jardim da Luz enquanto você vai às compras. Se for ao Brás, deixe-os no hotel ou em alguma praça ou parque bacana.

Se quiser levar o baby, mais uma vez sugiro canguru ou sling, pois não tem muito espaço nas calçadas para carrinhos de bebês, já que as malas das sacoleiras são grandes e com rodinhas e ainda tem os camelôs.

Hospedagem

Não vou indicar hotéis nem flats, pois isso é muito pessoal, só acho que é importante estar bem localizado. E como este é outro conceito que varia muito, não me sinto apta para opinar. Gosto da região da Paulista, incluindo Jardins e Bela Vista, e de Higienópolis, como já disse.

Além do mais, eu morava em São Paulo, não ia como visitante, logo não testei muitos hotéis para vir falar para vocês.

Desta vez, como já contei, em vez de ficarmos na casa dos nossos amigos, ficamos num hotel. Ou melhor, em dois. A primeira parte da viagem foi em um, em Higienópolis. As meninas amaram o fato de estarmos num hotel, brincaram muito com as coisas típicas de hotel, andavam por todos os cantos (Cali se sentiu muito em casa desde o primeiro dia, dormiu superbem nos bercinhos), ficaram sendo conhecidas por todos: copeiras, camareiras (ganharam flores da Ciça), garçons (gentilmente lavavam meus potes de comidinhas e lanches), recepcionistas...

Mas o marido foi a trabalho, lembram? E ficou em outro hotel na maioria do tempo. Como ele trabalhava no quarto do hotel e varava madrugadas, dormimos algumas noites separados: eu com as meninas num hotel e ele no outro, o do trabalho. Até que no final nos juntamos a ele definitivamente.

Mas de uma coisa não abríamos mão, nas duas noites em que nos separamos: de tomarmos café da manhã juntos. E olha, estes cafés da manhã foram as melhores refeições que fiz em São Paulo.

Imagine um hotel super bem localizado, perto de tudo, chique de tudo (mas os sons do corredor escapavam para o quarto e isso não cabe num hotel chique, né?) e que tem, além dos croque monsieurs e de panquecas e ovos com bacons, tipicamente franceses e americano, respectivamente, de um delicioso pão doce com amêndoas (porque bolo, ao que parece, é coisa de pobre, pode?), suco de cramberry em jarras enormes, água Evian e... o maravilhoso pãozinho delícia da Bahia, com plaquinha para gringo ver!

Foi a glória, gente, pago pau (como dizem os paulistas quando gostam muito de algo ou alguém) para o pãozinho delícia e os sabores da minha terra sendo reconhecidos internacionalmente. Sensacional, meo!

***
Bom, o post ia acabar por aqui, mas ia ficar tanta coisa de fora que tive que incluir mais uns itens:

Música

Museu da Casa Brasileira - todos os domingos, com entrada gratuita, às 10h da manhã, tem uma apresentação musical (sempre muito boa) e um belo e extenso jardim para as crianças brincarem, correrem, rolarem, fazerem piquenique. Dá para ouvir a (boa) música do jardim. Tem espaço coberto para dias de chuva. E dá para visitar o museu também. Foi lá que eu conheci as primeiras blogueiras desta hoje imensa blogosfera materna, em 2009 (ver post aqui). Eu que sugeri o lugar e todo mundo adorou! Íamos bastante lá, morro de saudades deste programinha de domingo. Fica na Faria Lima, perto do Iguatemi, e tem restaurante para o almoço.

Aprendiz de Maestro - concertos educativos para crianças, acontecem uma vez ao mês, na Sala São Paulo. Olhe a programação antes de marcar sua viagem, vale a pena.

Fundação Maria Luísa e Oscar Americano - é longe (da região central) e caro, mas é lindo. Fica no Morumbi. Tem um jardim belíssimo, com parquinho, uma área verde deliciosa e o museu é legal. (com obras e objetos dos períodos colonial, imperial e moderno) E, se você não quiser pagar para tomar chá (caríssimo) nem para ouvir os concertos (caros), você pode só pagar a entrada (não sei quanto custa hoje, não achei no site deles) e usufruir do museu e da linda área verde, tem até minitrilha. Veja fotos da Ciça bebê lá neste post antigo.

Theatro Municipal - lindo de morrer, foi reformado recentemente, e vale procurar algum espetáculo de teatro, dança ou música para crianças. Só em estar neste ambiente você já proporciona uma grande experiência para o seu filho, assim como na Sala São Paulo. Há visitas monitoradas para conhecer o espaço.

Casa das Rosas - fica no final (ou início, para alguns) da Av. Paulista e tem programação voltada para literatura e música. Dá para passear pelo jardim, é gostoso.

E, no já citado (no post anterior) Masp, também na Paulista, há apresentações de jazz.

SESC

Além disso, e isso vale para todas as áreas artísticas, não só a música, há Sescs espalhados por toda a cidade (inclusive um na Av. Paulista) com ótima programação. Sugiro que, ao decidir onde vai se hospedar em São Paulo, já procure o Sesc mais próximo, pois não faltam coisas boas e gratuitas ou a preços baixos para fazer nos Sescs.

Nós frequentávamos muito os Sescs Consolação, Paulista, Pompeia e Vila Mariana. Mas já conheci quase todos eles e recomendo muitíssimo.

Literatura

Bibliteca Infantil Monteiro Lobato - o melhor espaço de incentivo à leitura.
Conta com auditório, que serve tambpem como teatro, e apresenta peças gratuitas todos os domingos pela manhã.

Gibiteca Henfil - para crianças maiores, que já lêem e curtem quadrinhos, acho que vale a visita. Fica na Av. Paulista também.

A Biblioteca Mário de Andrade, na Consolação, foi reaberta, mas eu ainda não fui. Morro de vontade.

Livraria da Vila e Livraria Cultura - a da Vila tem unidade nova no Shopping Higienópolis, além de uma na vila Madalena e nos Jardins, que eu saiba. A Cultura tem em vários locais, mas a mais completa, tradicional e legal é a do Conjunto Nacional, na Av. Paulista. Ambas têm programação voltadas para crianças.

Para não dizer que não falei:

Museu do Futebol - fica no Pacaembu, é interativo, no mesmo estilo do da Lingua Portuguesa, mas menor. Fui e gostei na época. Hoje ando tão de saco cheio de futebol que não tenho mais vontade de voltar lá.

Itaú Cultural - de vez em quando tem coisas interessantes (como um Mamaço, hehehe), mas não é sempre, convém olhar a programação. Fica na Av. Paulista.

CCBB - prédio lindo, com arquitetura de tirar o fôlego, exposições, cinema, peças de teatro. Fica no Centro da Cidade. Eu amo o Centro. Eu amo o CCBB. Eu amo São Paulo. Estou catatônica, alguém me abraça?

Bovespa - sim, a Bolsa de Valores, a própria. Tem visitação para crianças nos fins de semana e feriados. Achei bem legal quando fui. Ciça era pequenininha, não tinha nem um ano, mas ela curtia tudo nesta época. Vale para falar de educação financeira ou simplesmente para matar a curiosidade sobre como funciona uma bolsa de valores. Tem filminho 3D e tudo. Fica no Centro, perto do CCBB e do Theatro Municipal.

Prédio do Banespa - tem uma torre, onde as pessoas podem subir para ter uma vista geral da cidade. Nunca levei a Ciça, mas, quando ela ficar maior, certamente a levarei. Já fui algumas vezes antes de ter filhos. É de tirar o fôlego. Fica pertinho da Bovespa.

E, já que você está no Centro (tem uma peatonal - ou seja, rua só para pedestres, fechada para carros - que, assim como a calçada da Paulista, é a perfeição na Terra para andar com carrinhos de bebê), aproveite para ver a arquitetura e respirar a história do local. Para quem gosta do Movimento de 22 (a Semana de Arte Moderna), intensamente vivido em São Paulo, é um prato cheio passear pela rua Libero Badaró, Viaduto do Chá, Theatro Municipal. Sou suspeita, mas adoro demais isso. Repare também no Edifício Matarazzo.

Se andar mais um pouco, vai dar na Praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, com a belíssima Catedral, e mais adiante, no Páteo do Colégio. Aí você já vai estar perto do metrô São Bento, do Mosteiro de São Bento (bonito também, tem canto gregoriano dos monjes aos domingos e fica perto do delicioso Café Girondino) e do CCBB (viu? no Centro é tudo pertinho, e tem a peatonal, não precisa atravessar muitas ruas).

Do outro lado, embaixo do Viaduto do Chá, tem o Vale do Anhangabaú. Claro que estas não são regiões super seguras da cidade e convém estar atento,, não ir à noite nem tirar celular ou outros eletrônicos da bolsa. Mas sempre passeei por lá numa boa e nunca fui assaltada (mas já fui em Perdizes) nem ameaçada.

É claro que São Paulo é muito mais que isso, mas esta região central é a que mais conheço, a que mais frequentei e por isso indico. Se você mora nas Zonas Sul, Leste e Norte, venha qui nos contar o que há de bom para se fazer por lá, pois, mesmo conhecendo muito bem São Paulo (eu fui repórter e redatora de jornal aí, lembram? além de turista, moradora, agitadora cultural) eu sempre me ative mais à Zona Oeste e região Central, que foi onde sempre morei e trabalhei, onde vivia o cotidiano.

21 comentários:

  1. Flavia disse...:

    Nossa, que série fantástica, adoro!

    Amo Sampa! Pena que o maridão não é lá muito fã das grandes cidades e não faz questão de conhecer. Mas já estou trabalhando em convence-lo de passar uns dias lá na nossa proxima viagem ao Brasil.

    Beijos

    (as fotos tbm estão demais e - todas- as meninas lindas!)

  1. Débora disse...:

    Oi Paloma,

    Amei o post. Sou baiana filha de paulistanos. Morei na Bahia até os 14 anos, mas todas as minhas férias passava na terra da garoa, visitando a família. Depois dos meus 14, mudamos para o interior de São Paulo e depois para a capital, onde vivem meus pais e irmãos. Hoje vivo em Bsb. Seu post me deu saudade de tudo. Vivo louca atrás de um pãozinho delícia como os da minha infância. Você sabe onde encontro em Bsb?
    bjinhos

  1. Piscardeolhos disse...:

    Meo! Essa serie ta arrebentando, paguei pau (assim, ne?)
    Adorei, virou referencia.
    E as mina?? Lindas!!

  1. Nave Mamãe disse...:

    E se eu amoooo bolo de milho?
    Pobreza total?
    Beijos

  1. Carolina disse...:

    o sesc paulista tá em reforma, mas abriu um no bom retiro, um em santo amaro e o belenzinho reabriu e está gigante e o restaurante é bom e barato!

    tem tb o centro de cultura judaica na estação sumaré que tem atividades/ oficinas/ histórias pra crianças. Ninguém fala muito de lá, mas é bem bacana e é menos cheio por ser menos falado.

    tem o parque do museu do ipiranga, que sempre tem velhinhos e crianças, tem feirinha de domingo e fica atrás do sesc ipiranga rs

    E vc não comentou o jardim botânico do lado do zoo, acho lá bem gostoso, é calmo e muito bonito (e mais barato). Tem um pedaço que parece mais uma pintura do monet rs

    E onde eu morava, perto do metrô sacomã, na rua greenfeld tem dessas lojas de bebe/ infantil que tem muita coisa tbm, mas beeem mais barato que a alô bebê, chama "fraldas greenfeld", body por R$10, macacão por R$20, camisetinha por R$7, por aí os preços, nada chique, mas pra mim, é o melhor, já que as roupas perdem em meses. Ah, e as fraldas tb são baratas, tipo R$25 o pacotão da pampers vermelha. Acho justo.

  1. Thais disse...:

    Paloma, adoro seu blog! Tenho só 22 anos, não estou nem perto de ter filhos, mas como viciada em blogs tenho encontrado muita coisa legal pra "não mães" nesta blogosfera materna, e estes seus posts sobre São Paulo são ótimos exemplos! Sou paulistana da gema, embora tenha morado no litoral e no interior de São Paulo, mas você tem dicas ótimas até pra quem freqüenta São Paulo desde que nasceu! Com tanta coisa linda pra se ver em São Paulo não entendo como os paulistanos passam tanto tempo em shoppings! Tudo bem que paulistanos nunca tem muito tempo sobrando, mas mesmo assim..

    Um beijo pra você, pra Ciça e pra Cali!

  1. Paloma, a mãe disse...:

    Débora,

    Eu compro pãozinho delícia aqui em Brasília com uma baiana chamada Renata (renataamado12@gmail.com). Fica no final da Asa Sul. Até agora, só conheço o dela e é gostoso. Nunca fiz festa das minhas filhas sem pãozinho delícia. Em São Paulo, comprava no restaurante Pão de festa, em Moema, ou no Santa Luzia.
    Festa sem pãozinho delícia é duro, hein?
    Beijos

  1. Paloma, a mãe disse...:

    Ennntão, Robertá, é que a cidade é mesmo sensacional, meo, eu me empolgo - e só não vou falar mais paulistês para não ofender os mano (e porque tem umas palavras meio impróprias para este blog).

    Beijos

  1. Paloma, a mãe disse...:

    Dani,
    Eu sou pobre, pobre, pobre de Maris, Marais, Marais, porque também adoro um bolinho, seja no café da manhã, da tarde, no lanche.

    Mas teve um lado bom: eu que nunca gostei de pão doce, amei o pão de amêndoas. E croissant au chocolat também!

    Beijos

  1. Paloma, a mãe disse...:

    Carolina,

    É verdade, esqueci do Centro de Cultura Judaica, na Oscar Freire, já pertinho do metrô Sumaré. E o coordenador cultural de lá é meu amigo, olha que fora!

    Mas do Museus do Ipiranga, com seus belíssimos jardins e do Jardim Botânico, que também adoro, eu falei no post de ontem, a parte II, veja lá.

    Valeu pela dica das lojas próximas ao metrô Sacomã. O mais legal de São Paulo é isso, cada região tem suas vantagens, seus achados. E a cidade é tão grande que, se não houver esta troca, a gente pode morar lá uma vida e nunca ouvir falar de certos lugares, né?

    Beijos

  1. Paloma, a mãe disse...:

    Thais,

    Obrigada!!

    Eu não entendo quem vai à lanchonete do palhaço com tanta opção de comida, inclusive as maravilhosas padocas, assim como não entendo shopping em demasia (só no tempo frio ou chuvoso, aí é diferente), mas são hábitos que importamos dos gringos e que vemos em TODAS as grandes (e médias) cidades brasileiras, infelizmente.

    Beijos

  1. Lia Vasconcelos disse...:

    Paloma, muito boas as dicas mesmo para uma paulistana! Olha só, minhas filhas fazem aula de musicalização com um grupo crianças, mas a gente acha que já deu para a gente e está a procura de outro professor. A Sandra é ótima? Vc super recomenda? Ela dá aulas em casa para grupos pequenos? Vc me passaria o contato, plis? Brigadinha! Bjs!

  1. Paloma, a mãe disse...:

    Lia,
    A Sandra é MUITO ótima, é tudo de bom, recomendo de olhos fechados.
    Ela é vocalista do Mawaca (http://www.mawaca.com.br/), conhece?
    O email dela é sandraoak@ig.com.br, mas ela está na China agora, fazendo apresentações com o Mawaca, não sei se vai te responder logo.
    Ela dá aulas em casa, sim, só para grupos pequenos (máximo de 4 crianças).
    Pode dizer que foi indicação minha.
    Beijos

  1. Cíntia Anira disse...:

    Seguinte Paloma, conta prá gente: o que você comeu na gravidez prás suas filhas serem cabeludas? hein.. hein... hein... A Clarice é 3 meses mais nova que a Beatriz. A Clarice é Rapunezel e a Bia continua com a cabeleira do Zacarias :(

  1. Bia disse...:

    Nossa Paloma, que post completíssimo, adorei!
    Eu finalmente estou retornando aos pouquinhos a minha vida nos blogs, espero não ter perdido muita coisa :)
    E me diz, desde quando a Cali se tornou tão parecida com a Cissa? Estão iguais! (e parecidíssimas contigo!)

    beijos, senti saudade :)

  1. Jussara disse...:

    Todo mundo que eu conheço acha caro comer em SP (até quem mora lá). Mas é o preço que se paga, justamente por ser uma metrópole e ter tanta variedade. Barato é que não é.
    Acho que nem dá para comparar com Brasília, onde tudo tem um valor estratosférico, parece até outro planeta.
    Agora roupa eu achei barata, nessas lojas de rua. Não comprei nada, mas vi como as sacoleiras compram por um precinho e faturam alto quando revendem nas suas lojas, em outros estados.
    Do café da manhã do hotel chique o que eu mais gostei foi de ver o paõzinho delícia no cardápio (mesmo não sendo o meu preferido). Ainda não conheci melhor café da manhã que o da Bahia, nem em outros países.

  1. Menina, quanta informação! Enquanto vou lendo essa série maravilhosa, super detalhada por sinal, a vontade de ir a São Paulo só aumenta! Vai tudo pro meu arquivo de posts especiais!

    Bjos e um ótimo final de semana!

  1. Neda disse...:

    ô maravilha de viagem!
    Já estou aqui sonhando com uma ida a São Paulo com os meninos. E com água na boca por esse pão delicia, será que é tipo o pão de leite que vendem na porta dos laboratórios em Fortaleza? Super delicado, fofinho, que gruda no céu da boca, será?
    BEIJOS

  1. Tenho apenas um pitaco sobre as compras e as sacanagens das confecções.É claro que é abominável o trabalho escravo dos brasileiros, bolivianos e etc nas confecções, mas se pensar bem o rapaz que te serve nas padarias e trabalha de Domingo à Domingo das 5 da manhã até 9 da noite não fica longe de ser um.Concorda?

  1. cadeteresa disse...:

    Querida!
    adorei as dicas de Sampa!
    a vida anda corrida, mas quando posso, entro aqui e leio tudo! acabei de fazer isso!
    bj
    Lidia

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