
Quem me acompanha pelo Facebook já viu ou leu algo, mas me toquei agora que ainda não escrevi aqui sobre as últimas novidades.
Todos melhoramos da gripe. Quer dizer, todos ainda tossimos uma tosse produtiva e eu e Cali ainda temos o nariz escorrendo em bicas, mas os sintomas corporais (dores no corpo e na cabeça, cansaço físico e outros) desapareceram, o que já é lucro.
No último sábado, acordamos com as calçadas e telhados branquinhos e ainda estava nevando. Já tinha nevado de leve na segunda e na sexta da semana passada, mas na madrugada de sábado foi mais forte e a neve finalmente se acumulou nas calçadas. Tudo lindo, se não fosse este o dia da nossa mudança (habemus casa!) e a rua da casa provisória, onde morávamos até então, não fosse fechada para carros.
Um amigo do Bernardo, que tem um carro grande, nos ajudou com as mil malas e sacolas e, em três viagens, havíamos concluído a mudança. Daí fomos almoçar num delicioso restaurante perto da casa nova, de comida típica eslovena. A comida típica daqui é bem parecida com a húngara, a alemã... Eles comem goulash, sopas, ensopados, guizados, mas também comem linguiças e salsichas e carnes ao estilo alemão. E dizem que têm influência também da culinária croata, que é mais mediterrânea, com peixes e frutos do mar.
Mas a gente tem comido pouco fora e feito mais comida em casa, porque é mais barato, para criarmos uma rotina de vida aqui e, principalmente, porque as meninas comem melhor em casa, onde sempre tem arroz (adoram) e os temperos mais conhecidos.
Com a gripe, Ciça faltou à escola alguns dias e, quando voltou, fizemos uma readaptação. Esta, bem mais difícil que a primeira. Ela chorou, se jogou no chão, pedia para sair de lá, fez escândalos por dois dias, um com o pai e outro comigo. No terceiro dia, a professora pediu para que não entrássemos mais na sala, pois ela chorava por um minuto e depois ficava bem. Era dia do Bernardo. Ele a deixou chorando e gritando, mas, quando eu a busquei, ela disse que o dia tinha sido legal.
Acho que esta primeira fase da adaptação já está vencida, ela tem ficado bem lá, dá tchau e fica. Come bem e tudo. E já entende bem mais do que acontece por lá (viva a rotina, viva a repetição). Mas amanhã é feriado por aqui e logo eles pararão por duas semanas de recesso de Carnaval. Nestas duas semanas, ela vai frequentar a escola em alguns dias, achamos melhor matriculá-la no curso de férias para ela não perder o contato com a língua de novo, já que estas pausas infelizmente atrapalham.
Sobre a casa nova: ela fica exatamente entre a escola e o trabalho do Bernardo. Não é no Centro, mas é pertinho. Acho que estamos super bem localizados. Aliás, queria me retratar aqui, pois disse num post anterior que a arquitetura dos apartamentos era bizarra e não expliquei. É que, como alguns apartamentos que visitamos estavam em prédios centenários, históricos, eles tinham que seguir o formato inclinado do telhado e, para aproveitar melhor os espaços, criaram alguns cômodos com tetos baixos demais. Como somos relativamente altos, ficávamos batendo a cabeça, se não prestássemos a atenção.
Mas mudamos para um apartamento mais moderno, fora do Centro, então não tivemos este problema. Vimos muitas casas para alugar também, super espaçosas e tal, mas não eram perto do Centro e eu gosto de saber que posso ir a pé para o Centro, se quiser. Eu e o meu sonho de morar numa cidade caminhável (agora é realidade)!
Atrás do nosso prédio tem um morrinho que desde o primeiro dia que eu vi eu pensei que seria legal para escorregar, de preferência na neve. Dito e feito: no nosso segundo dia de neve mais forte (domingo), descemos equipados de roupas próprias para a neve e um trenozinho que havíamos comprado no supermercado no dia anterior por 10 euros.
Foi uma manhã deliciosa de subidas e descidas no morrinho. O trenó serve para adultos e eu e Bernardo também descemos, curtimos muito brincar na neve.
Cali ganhou uma pá para cavar, mas não curtiu muito a coisa toda. Ela só gostava de andar arrastando os pés, para ver o seu rastro na neve, ou de sentar e mexer um pouco na neve com a mão. Mas logo pediu para ir embora e eu subi com ela. Bernardo e Ciça ficaram mais um tempão: fizeram um boneco de neve (sem fotos) e umas bolinhas. Ciça trouxe a bolinha dela pra casa e a deixou na nossa varanda. Como as temperaturas se mantêm abaixo de zero (-8, -9...), a bolinha continua aqui, firme e forte.






Demais, Paloma!
Super diferente do que vivemos aqui, é impressionante pensar que a nossa vida pode mudar assim, de um mês para outro, né?
Fantástico, continue mandando fotos e atualizando o blog, adoro!
Beijo!