Não sei, não consigo postar do celular, passo pouco tempo na frente do laptop e, quando o faço, é para me comunicar em tempo real pelo Gtalk ou Skype, enquanto tento ir respondendo os mil emails e mensagens que se acumulam, tento ler os blogs do meu blogroll (e comentar, mas disso estou quase desistindo, porque os blogs que têm verificação de letras e pedem para provarmos que não somos um robô estão cada vez mais difíceis, é impossível visualizar, entender e digitar aquelas letras; quem tem isso, por favor, pense em retirar), ver o que está rolando na minha timeline do FB e, quando percebo, fiquei um tempão sentada e não fiz nada ou quase nada.
Isso tudo para justificar por que mais um post em tópicos, quando tenho assunto para pelo menos sete posts diferentes (e nem todos os assuntos entrarão aqui).
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Hoje fui buscar a Ciça na escola - ainda no curso de férias, pode? - e a cuidadora (a eslovena, a mesma que cantou "Ai, se eu te pego") disse que é um prazer ter a Ciça na sala de aula e começou a elogiá-la. Ciça também a adora e é claro que eu nunca toquei no assunto da música, ela obviamente não sabe o que está cantando. E, na versão eslovena, que eu já escutei no rádio, a música não faz sentido algum, só fala em banana e marmelada (=geleia). Delícia é substituído por banana. E "assim você me mata" por xxx (algo que não entendo) marmelada. Enfim, assunto encerrado, até porque a Ciça não voltou a cantar o hit.
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Ciça, aos 5 anos, diz frases lindas, algumas complexas e eu não anoto e depois esqueço. Me sinto culpada, porque eu tenho postado muito mais palavrinhas da Clarice do que frases da Ciça. Convenhamos que é mais fácil se lembrar de palavras que de frases inteiras e seus contextos, mas sinto que eu estou perdendo um assunto riquíssimo, deixando de registrar uma parte importantíssima de seu desenvolvimento. Culpa materna mode on.
Ciça no dia em que fez 5 anos, sempre se esquivando das câmeras (depois tem post sobre sua festinha aqui)
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Ciça andou com a barriga inchada, o que me deixou bem preocupada. A levei ao médico pensando se tratar de verme ou gases e saí de lá com solicitação de vários exames e suspeita de pneumonia. Foi um susto! No final, não era pneumonia, mas disseram que o pulmão estava inflamado - o que achei estranho, mas enfim. Pelo menos não medicaram.
Voltamos para ausculta na semana seguinte e a médica disse que ela estava bem melhor, mas desta vez passou um antibiótico "just in case" (que eu não dei, porque não senti segurança alguma na médica, depois conto mais sobre isso, porque, fora de contexto, parece que sou uma transgressora irresponsável) e um probiótico, para a barriga. O probiótico eu dei, mesmo ela não tendo problema nenhum de prisão de ventre, mas eu sabia que havia algum problema intestinal.
Passados alguns dias, o inchaço realmente diminuiu (ufa!). Eu comentei isso com a Ciça e ela me respondeu:
- Minha barriga dimunuiu porque eu pedi isso para a estrela cadente aquele dia, mamãe.
Achei tão linda a lógica dela que não disse nada. Gosto da presença de certa magia nas nossas vidas, ainda mais na vida dela, que é criança. Fantasiar e acreditar nisso é bom demais.
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Clarice, que antes, dizia "bada" (obrigada), quando lhe dávamos algo, agora trocou o "bada" por "hvala", obrigada em esloveno. Ninguém lhe ensinou isso, ela aprendeu por simples observação e passou a usar por conta própria, o que me deixou assombrada.
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Além disso, ela agora se despede das pessoas na rua com um "hvala, tau". Os eslovenos se despedem com adijo (adeus), mas, pela proximidade da Itália, incorporaram o ciao (tchau). E, quando compramos algo numa loja, supermercado etc. nos despedimos desta forma "hvala, ciao". Ela passou a usar antes de todo e qualquer tchau, inclusive quando fala com a avó pelo Skype.
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Por falar em Itália, minha prima que mora lá (mas nasceu na Colômbia) veio passar um tempinho com a gente e está me ajudando com a casa e as meninas. Com isso, a Babel é aqui. Em casa, falamos português e espanhol. Ela fala espanhol e italiano. Ciça já começou a introduzir várias palavrinhas (além de todas as músicas e do nosso querido Trotro) em francês - e Clarice aprende todas, rapidinho. E tem o esloveno, que vai entrando sorrateiramente na nossa vida.
Com elas, só falamos português - e continuaremos assim para que não esqueçam da nossa língua, mas toda hora as vejo falando "gracias" (obrigada, em espanhol) e outras coisinhas também. Clarice, para variar, repete todas as expressões que a minha prima fala, assim como repete as coisas que a Ciça fala em francês e o pouco esloveno com que tem contato.
Ainda assim, continua falando português muito bem, cada vez melhor, com um amplo vocabulário e conjugações verbais.
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Quando eu saio de casa e deixo Clarice com a minha prima, às vezes, na volta, ela (Cali) vem me receber na porta e diz:
- Mamãe, cholei (chorei).
E fala isso com carinha de cachorrinho abandonado, para me dizer que minha ausência a fez chorar.
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Por hoje é só, gente. Espero voltar logo para contar umas coisas engraçadas e outras nem tanto.
Hvala, tau!











































